Previsto para ocorrer na tarde desta segunda-feira, o lançamento do nanossatélite ITASAT-1 foi adiado por problemas técnicos na Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia (EUA). Uma nova data de lançamento ainda não foi definida.
A informação foi confirmada pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), de São José dos Campos, parceiros no desenvolvimento do pequeno satélite, que é do tamanho de uma caixa de sapatos e pesa 5,2 quilos. Esse tipo de satélite é chamado de cubesat.
O ITASAT-1 será o segundo cubesat do ITA a ser lançado ao espaço — primeiro foi o AESP-14 (janeiro de 2015)– e o quarto do país, incluindo o pioneiro NanosatC-Br1, desenvolvido pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e pela Universidade Federal de Santa Maria.
O nanossatélite do ITA irá ao espaço por meio do foguete Falcon 9, da empresa SpaceX, que também levará outros satélites ao espaço.
O equipamento do ITA será lançado a cerca de 600 km de altitude e é considerado um passo importante para o projeto brasileiro Garatéa (consórcio de institutos, universidades e empresas), que ambiciona levar um satélite à Lua. O ITASAT-1 faz parte da base tecnológica para a missão lunar Garatéa-L, que planeja colocar uma sonda na órbita lunar.
ITASAT-1 levará um transponder de coleta de dados, desenvolvido pelo Inpe, uma GPS feito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte em parceria com o IAE (Instituto de Aeronáutica e Espaço), em São José e uma placa de sensores, além de câmera comercial e transmissor para rádios amadores.
Iniciado em 2005, o projeto começou com um satélite entre 80 e 100 quilos, mobilizando alunos de graduação, de mestrado e de doutorado de várias universidades do Brasil. O investimento passou de R$ 15 milhões, mas em 2014 a AEB desistiu do projeto.
(O Vale)
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