O Deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado para chefiar a Casa Civil do governo de Bolsonaro, afirmou nesta quinta-feira (15), que a equipe de transição estuda a criação do Ministério da Cidadania e Trabalho, aonde juntaria as pastas dos Ministérios do Trabalho, do Desenvolvimento Social e dos Direitos Humanos.
Entre as atribuições do novo ministério, estariam a administração do programa Bolsa Família, do conselho curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e das superintendências e agências regionais do trabalho nos Estados e ainda na fiscalização do trabalho escravo.
O nome do chefe que cuidará da pasta ainda não foi definido. Um dos cogitados para a vaga foi o candidato a senador derrotado na reeleição Magno Malta (PR-ES), que logo depois do segundo turno procurou o presidente eleito Jair Bolsonaro para tentar um espaço no novo governo.
O ex-senador enfrenta resistências de parte da equipe de Bolsonaro, especialmente dos militares da reserva que afirmam que na pré-campanha, Malta não teria se esforçado dentro do PR para ser candidato a vice de Bolsonaro.
Outro ministério que está em pauta, é o da Infraestrutura que foi montando com a junção das pastas Transportes, Portos, Aviação Civil, ferrovias, saneamento, recursos hídricos e mobilidade urbana. O nome cogitado para a pasta é o general da reserva Jamil Megid Júnior, nomeado na terça-feira pela equipe de transição de Bolsonaro.
O ministério da Infraestrutura não vai juntar a pasta de Minas e Energia, que permanecera independente. O nome mais cotado e de Paulo Pedrosa, ex-secretario da própria pasta.
Por: Pedro Bavuso
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
