O candidato do PT, Fernando Haddad, pretende assegurar a sustentabilidade econômica do sistema previdenciário mantendo a integração com a Seguridade Social. Segundo ele, é possível equilibrar as contas da Previdência a partir da retomada da criação de empregos, da formalização de todas as atividades econômicas e da ampliação da capacidade de arrecadação, além do combate à sonegação.
Além disso, Haddad pretende adotar medidas para combater, na ponta dos gastos, privilégios previdenciários incompatíveis com a realidade da classe trabalhadora brasileira. Se eleito, o governo dele irá buscar a convergência entre os regimes próprios da União, dos Estados, do DF e dos Municípios com o regime geral.
O candidato Fernando Haddad quer ainda implantar o Programa Salário Mínimo Forte, com a manutenção da atual política de reajuste. Ou seja, definido por meio da fórmula que garante variação da inflação do ano anterior medida pelo INPC, acrescida da variação do PIB de dois anos anteriores, desde que ela seja positiva. É o que explicou o candidato petista, Fernando Haddad, em sabatina promovida pela BTG Pactual.
“Nós defendemos, olhando a experiência internacional, que nós sim devemos adotar uma política fiscal robusta. Eu entendo que nós conseguimos desenvolver a tecnologia que vai nos permitir migrar deste sistema tributário caótico para um sistema mais justo; garantir que os entes federados não terão perda real de receita; garantir carga tributária líquida estável ao longo da transição; e migrar para um Imposto de Valor Agregado, diferindo os efeitos do tempo.”
No segundo turno, Haddad incluiu em seu programa de governo a proposta de dar ao Banco Central (BC) autonomia para controlar a inflação. A medida prevê a redução do custo do crédito, com aprofundamento da competição bancária estimulada pelos bancos públicos e pela difusão de novas instituições de poupança e crédito.
Fonte: Agência do Radio
