
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não pretende se envolver na situação política do senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil após perder a eleição presidencial. Apesar de criticar o tratamento dado ao parlamentar e à família Bolsonaro, Trump disse que não comentaria a carta em que o brasileiro se autodeclarou “presidente eleito” do país.
“Mas sei que demos a ele autorização para entrar no país; veremos o que acontece”, declarou Trump a jornalistas. Em seguida, o presidente americano reforçou que não pretende tomar parte no caso. “Mas não vou me envolver. Foi uma eleição muito estranha, isso é certo”, afirmou.
Trump também disse acreditar que Flávio e seus familiares foram tratados de forma injusta. O presidente, no entanto, ressaltou que não participou da disputa eleitoral brasileira e que não tomou partido entre os candidatos.
A autorização para a entrada do senador nos Estados Unidos foi confirmada pelo próprio Trump. Segundo o presidente americano, o governo deixou claro ao brasileiro derrotado que ele poderia entrar no país.
A saída de Flávio do Brasil ocorreu após a derrota no segundo turno, realizado no domingo (25), para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo uma fonte brasileira próxima ao senador, ele temia ser preso no país.
Flávio é alvo de investigações por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro. Na eleição, Lula recebeu 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79% dos válidos, enquanto o senador obteve 59.826.041 votos (48,21%), conforme os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A diferença entre os candidatos foi de aproximadamente 4,4 milhões de votos.
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