
Aos seis anos, Samuel enfrenta dificuldades para realizar atividades comuns da infância, como tomar banho, brincar, ir à escola e sair de casa. Diagnosticado com dermatite atópica aos dois anos. Segundo a mãe, Letícia Veiga, 26, o menino teve uma piora significativa no quadro desde o início de 2026 após um episódio traumático e precisa de um medicamento de alto custo para controlar a doença.
Sem plano de saúde, a família depende do Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto busca alternativas para conseguir o tratamento. Atualmente, o remédio que a família busca é o Dupilumabe, que pode variar entre R$10 mil à R$12 mil.
Por conta da doença, Samuel tem sua vida e momentos mais preciosos da infância afetados por completo: “Ele não pode mais viver do jeito que está vivendo. Tem dia que ele só consegue levantar da cama às 6 horas da tarde. Ele tem medo de tomar banho. Ele não tá tendo vida, não faz nada, nada”, relata a mãe.
Doença se agravou após trauma familiar
A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele. No caso de Samuel, Letícia relata que o quadro se agravou em meio a um período de sofrimento emocional, após a morte de um primo em um acidente de trânsito.
Desde então, o menino passou a ter medo de que o pai também se acidente. A preocupação afeta a rotina familiar e se manifesta principalmente quando o pai precisa sair de casa para trabalhar.
“Até hoje se ele escutar o pai dele abrindo a porta pra ele trabalhar ele já começa a chorar, já começa a falar que o pai dele vai bater o carro”, conta Letícia.
Segundo ela, o pai chegou a deixar o emprego temporariamente para cuidar do filho, mas precisou voltar a trabalhar para manter as despesas da casa.
Vakinha para ajudar Samuel
Sem condições de arcar com os custos, a família organizou uma campanha de arrecadação. Até o momento da produção desta reportagem, haviam sido doados R$ 4.173,45. A meta atualmente é de R$ 120 mil, suficiente para um ano do tratamento para a doença.
Ajude Samuel através da arrecadação clicando aqui.
Paralelamente, a família recorre à Justiça para garantir o fornecimento do dupilumabe pelo SUS. Uma liminar chegou a determinar que o Estado de São Paulo fornecesse o medicamento em até cinco dias, mas a decisão foi posteriormente revogada pela Justiça Federal, que solicitou novos documentos para analisar o pedido. Até o momento, a família segue buscando acesso ao tratamento.