
Ser ou não ser, eis a questão …
Cá entre nós, não é favas contadas que Shakespeare Carvalho (PL) assuma a cadeira aberta na Câmara de São José dos Campos pela ida de Thomaz Henrique (PL) para a Assembleia Legislativa do Estado em 2027. Primeiro suplente do PL, Shakespeare tem direito à vaga. Isso é líquido e certo. Mas, em política, assim como na vida, nem sempre 2 e 2 dão 4. Não é matemática. Conforme o cenário, conforme o contexto e as circunstâncias, pode, por um motivo ou outro, por algum capricho, dar 3 ou 5.
Fiz a pergunta a ele: E aí, Shakespeare, assume ou não assume como vereador? Ele foi sucinto: “Estou analisando”. “Tempo para pensar”, completou.
Cá entre nós, não seria surpresa se Shakespeare, como diz o dito popular, se incluísse fora dessa. E surgisse na Câmara, em 2027, o empresário Wagner Lima, 44 anos, segundo suplente do PL, como vereador no lugar de Thomaz Henrique. Será? É possível. Basta Shakespeare passar o bastão. Afinal, Shakespeare está com uma vida fora da Casa de Leis, da qual chegou a ser presidente. Advogado e, agora, médico formado, Shakespeare está fazendo residência médica e tem investido tempo e muita dedicação nessa nova frente de atuação. “Agora está bem melhor”, tem dito Shakespeare a alguns interlocutores.
Ser ou não ser, eis a questão…
Essa frase famosa, o dilema de Hamlet, escrita por outro Shakespeare, em 1601, pode ser usada, séculos depois, para expressar o momento em que vive outro Shakespeare, o Carvalho. Vai ou não vai? Muita água ainda vai passar por baixo dessa ponte. E, em política, 2 e 2 podem não dar 4. Algumas vezes dão 3, outras vezes dão 5, tem quem acredite piamente que acabe dando 22. Vai saber. É difícil entender a matemática política…
Segue o baile…
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