
Em sabatina do projeto “Especial Eleições 2026”, o deputado federal Guilherme Derrite, candidato a senador pelo PP, acusou Fernando Haddad de ter favorecido o crescimento da Cracolândia na Capital, durante o período em que o candidato do PT ao governo do Estado foi prefeito de cidade de São Paulo (2013 a 2017).
O projeto “Especial Eleições 2026” é realizado em parceria entre o Portal Spriomais e a rádio Jovem Pan de São José dos Campos. A entrevista está na íntegra no Youtube oficial dos dois veículos.
Segundo Derrite, o ex-prefeito Fernando Haddad falhou em sua política junto à Cracolândia, uma ação batizada de “De Braços Abertos”, que visava, à época, a redução de danos para a população em vulnerabilidade social da região da Luz, promovendo a reabilitação psicossocial de usuários de drogas. O projeto oferecia um pacote de direitos, como moradia, alimentação, trabalho e renda, e busca a autonomia dos beneficiários. “Na verdade, Haddad criou o bolsa-crack, sustentando o vídeo em entorpecentes com dinheiro público”, afirmou o candidato.
A afirmação de Derrite foi feita em resposta a críticas de Haddad à política de Segurança Pública do Estado.
Ex-secretário de Segurança Pública do Estado, Derrite defendeu a eficácia da ação contra a Cracolândia adotada pelo governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), projeto que teve participação ativa do vice-governador do Estado, Felício Ramuth (MDB), ex-prefeito de São José dos Campos. “Com trabalho de inteligência, nós identificamos o ecossistema criminoso, organizado pelo PCC, que agia na Cracolândia. Fechamos 78 hotéis e pensões, que lavavam dinheiro para o crime organizado, e apreendemos mais de R$ 210 milhões do PCC, além de ter feito diversas prisões”, disse.
A Segurança Pública é considerada a maior preocupação dos brasileiros, com citação de 22,2% dos eleitores, segundo as últimas pesquisas de opinião, seguida por saúde, com 20,1%. A inflação e o preço dos produtos foram encarados por 15,9% , seguidos por educação pública e geração de emprego e renda.
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Na sabatina, o candidato do PP defendeu o uso de tecnologia na Segurança Pública, projeto que, segundo ele, teve inspiração na experiência adotada em São José dos Campos.
“Tenho que dar os parabéns à gestão de Segurança Pública feita na cidade. Ela foi inspiração para o projeto da ‘Muralha Paulista’, que integra câmeras e sistemas de monitoramento em uma única rede e que, hoje, conecta mais de 98% das cidades de São Paulo e utiliza tecnologias como leitura automática de placas e reconhecimento facial para monitorar áreas e gerar alertas em tempo real.”
Derrite disse que o Estado tem conseguido reduzir indicadores criminais e negou que a polícia paulista, classificada por ele como uma das mais preparadas do mundo, esteja mais violenta. “É importante termos o diagnóstico real do problema para não cair em armadilhas”, disse.
Guilherme Derrite, também conhecido como Capitão Derrite, tem 41 anos, é policial militar. Desde fevereiro de 2019, exerce o cargo de deputado federal por São Paulo, eleito em 2018 e reeleito em 2022. Também foi secretário de Segurança Pública de São Paulo no governo Tarcísio de Freitas, cargo do qual se licenciou para reassumir seu mandato na Câmara dos Deputados. Foi o primeiro oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo a ocupar a pasta.
A sabatina de Derrite abriu a série de entrevistas com candidatos a senador por São Paulo.
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