
A Embraer registrou uma receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho. O valor é o maior já registrado pela empresa para um segundo trimestre e representa crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano passado.
O resultado também fez a empresa melhorar as expectativas para o restante de 2026. A Embraer agora espera ter uma rentabilidade maior ao longo do ano e gerar pelo menos US$ 400 milhões em caixa, sem considerar a Eve. A previsão anterior era de pelo menos US$ 200 milhões.
O lucro líquido ajustado da companhia chegou a R$ 1,1 bilhão no trimestre, contra R$ 890,3 milhões no segundo trimestre de 2025. O lucro líquido destinado aos acionistas também mais que dobrou, passando de R$ 448,9 milhões para R$ 1 bilhão.
Defesa tem alta de 22%
Entre as áreas de atuação da Embraer, Defesa e Segurança teve um dos principais crescimentos no trimestre. A divisão registrou receita de R$ 1,5 bilhão, alta de 22% em relação ao mesmo período de 2025.
Segundo a empresa, o resultado foi impulsionado principalmente pelo avanço da produção e das entregas do KC-390 Millennium, aeronave militar desenvolvida pela Embraer.
A Aviação Executiva também apresentou crescimento, com receita de R$ 3,7 bilhões, 19% acima do segundo trimestre do ano passado. O avanço ocorreu principalmente pelo aumento no número de aeronaves entregues.
Já a área de Serviços e Suporte teve receita de R$ 2,9 bilhões, crescimento de 11%.
Na Aviação Comercial, a receita foi de R$ 3,2 bilhões, uma queda de 2% na comparação anual. Segundo a Embraer, o resultado foi influenciado principalmente pela valorização do real em relação ao dólar.
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Embraer entrega 65 aeronaves
A empresa entregou 65 aeronaves entre abril e junho, o melhor resultado para um segundo trimestre em 16 anos. O número representa alta de 7% em relação ao mesmo período de 2025.
No primeiro semestre, foram 109 aeronaves entregues, contra 91 nos seis primeiros meses do ano passado. O crescimento foi de cerca de 20%.
A Embraer também encerrou o trimestre com uma carteira de pedidos de US$ 34,5 bilhões. O valor é novamente um recorde para a empresa e representa crescimento de 16% em relação ao segundo trimestre de 2025.