
O governo brasileiro vai esperar a decisão dos Estados Unidos sobre a aplicação de novas tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos exportados pelo Brasil antes de definir uma resposta oficial ao governo de Donald Trump.
O prazo para que a Casa Branca anuncie se colocará ou não as novas tarifas em vigor termina nesta quarta-feira (15). Nos bastidores, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) considera mais provável que as medidas sejam confirmadas.
Essa avaliação ganhou força após declarações do representante do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer. Segundo ele, Brasil e Estados Unidos ainda estão longe de chegar a um acordo.
O tema foi discutido pelo presidente Lula em reunião realizada na última sexta-feira (10), no Palácio do Planalto, com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o ministro da Advocacia-Geral da União substituto, Márcio Elias Rosa. De acordo com relatos, Lula orientou a equipe a manter as negociações até o último momento, mas reforçou o entendimento de que as tarifas não têm justificativa.
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Negociação
Na tentativa de evitar a cobrança das novas tarifas, o governo brasileiro apresentou aos Estados Unidos um plano com medidas para responder às investigações conduzidas com base na chamada “Seção 301”, utilizada pelo governo norte-americano para justificar a proposta de taxar produtos brasileiros.
O documento reúne ações relacionadas aos seis eixos da investigação, que incluem temas como combate à corrupção e políticas de controle do desmatamento. No entanto, o governo brasileiro deixou claro que o Pix não faz parte das negociações e, por isso, não foi incluído na proposta.
Pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil não pode reduzir tarifas de importação apenas para um país. Por esse motivo, o governo estuda ampliar a redução de taxas para diferentes mercados em setores nos quais os Estados Unidos teriam maior competitividade, sem causar prejuízos à indústria nacional.