Apesar das muitas pedras no caminho, o vereador Anderson Senna continua trabalhando para ser candidato a deputado federal pelo PL nas eleições de outubro.
Não será tarefa fácil…
Uma das pedras no caminho de Senna, talvez a maior delas, é o ex-prefeito Eduardo Cury, nome preferido a deputado federal do PL de São José dos Campos e que preside o diretório municipal do partido na cidade desde 2024.
Somando 2 e 2, a lógica aponta que Cury não teria interesse em ganhar um “rival” caseiro na briga pelos votos à Câmara Federal, principalmente em uma eleição que se revela como difícil.
Aliás, mais um “rival”, uma vez que o vereador Thomaz Henrique (PL), candidato a deputado estadual, deve “dobrar” com o vereador paulistano Lucas Pavanatto, que busca, como Cury, uma cadeira na Câmara Federal.
Mas Senna continua trabalhando…
Na prática, o vereador mira no chamado voto bolsonarista de São José dos Campos, que não migraria automaticamente para a candidatura Cury, considerado como nome “estranho” ao partido por muitos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Sem um nome local, os votos bolsonaristas de São José podem se pulverizar ou, pior, ir para candidatos de outras cidades“, disse, dias atrás, um observador privilegiado da política regional. “Senna não tira votos do Cury“, garantiu outro, mais próximo do vereador.
Bem, isso só as urnas poderão dizer, se Cury e Senna chegarem juntos até lá. Pelo sim, pelo não, o “selo” de bolsonarista é uma das teclas que Senna pressiona em busca de espaço.
De olho nessa seara ideológica, Senna sempre reafirma sua ligação com o bolsonarismo, firmada quando Bolsonaro ainda era deputado federal. Vai dar certo?
Outro ponto de apoio da candidatura Senna seria o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, com quem o vereador teve alguns encontros nos últimos meses, ao lado da deputada estadual Letícia Aguiar (PL). Vale de novo a pergunta: vai dar certo?
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O que diz Senna?
Oficialmente, o vereador é econômico ao comentar sua candidatura.
“Senna mantém sua disposição de disputar uma vaga para deputado federal em 2026 e segue trabalhando como pré-candidato até as convenções partidárias, quando o PL definirá oficialmente os nomes que representarão o partido nas eleições“, informou sua assessoria, por meio de nota.
E acrescentou: “Em São José dos Campos, a dobrada natural construída ao longo dos últimos anos continua sendo com a deputada estadual Leticia Aguiar, parceria consolidada por uma trajetória comum de atuação política, especialmente nas pautas ligadas à segurança pública, família, desenvolvimento regional e defesa dos valores que ambos representam.“
“Ao mesmo tempo, Senna respeita integralmente as decisões partidárias e entende que a definição das candidaturas cabe ao PL, que vem conduzindo as articulações estaduais e nacionais para 2026. O vereador tem plena consciência de que o projeto é maior do que qualquer candidatura individual“, completa a nota.
Trio de três
Caso a candidatura de Senna vingue, o PL de São José dos Campos teria dois candidatos a deputado federal — Eduardo Cury e Anderson Senna, além do “estrangeiro” Lucas Pavanato, importado por Thomaz Barbosa.
E três candidatos a deputado estadual: Letícia Aguiar, que vai à reeleição; o próprio Thomaz; e Rosana Rabello, que deve “dobrar” com Cury na cidade.
Pode ser muito candidato para pouco voto. Mas esse é um problema que o PL terá que resolver na convenção que definirá sua chapa aos cargos legislativos.
Até lá, segue o baile…