
Cabras decapitadas e galos mortos abandonados ao lado de uma área de mata assustaram moradores do bairro Cidade Jardim, em Caraguatatuba, e levaram a Polícia Civil a identificar dois homens suspeitos de participação no caso.
As imagens dos animais mutilados, deixados em via pública, causaram revolta entre moradores e chegaram a ser vistas por crianças que passavam pelo local.
Segundo a investigação, os dois homens, de 32 e 33 anos, confessaram envolvimento no caso. De acordo com a Polícia Civil, um dos suspeitos admitiu ter realizado o sacrifício dos animais, enquanto o outro teria feito o descarte dos corpos.
Os dois vão responder por maus-tratos a animais com resultado morte, crime previsto na Lei de Crimes Ambientais.
Ainda segundo os investigadores, os homens são praticantes de religião de matriz africana, mas a polícia afirma que a responsabilização não está relacionada à crença religiosa, e sim à forma considerada cruel como o procedimento foi realizado.
A investigação aponta que a cabra foi submetida a decapitação e sangria prolongada, sem técnicas de insensibilização, método considerado incompatível com normas de abate humanitário.
Um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo confirmou indícios de maus-tratos, segundo a corporação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) reconhece a legalidade do sacrifício ritual de animais em religiões de matriz africana, desde que não haja crueldade ou sofrimento desnecessário ao animal.
Em nota, a Polícia Civil afirmou que respeita práticas religiosas e que a responsabilização ocorreu exclusivamente pelo método empregado no caso.
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