
A paralisação de funcionários da Urbam entrou no segundo dia nesta terça-feira (14), em São José dos Campos. Trabalhadores passaram a se concentrar no Teatrão após, segundo o sindicato, o bloqueio do estacionamento da empresa para evitar a realização de assembleias.
Imagens divulgadas por grevistas mostram cones restringindo o acesso na rua da unidade da Urbam. Em publicações nas redes sociais, representantes do movimento classificam a ação como “prática antissindical” e afirmam que a medida dificultou a organização da categoria, incluindo o uso de carro de som.
Com a mudança, a mobilização foi transferida para o Teatrão. A Prefeitura de São José dos Campos não se posicionou sobre as acusações feitas pelos sindicalistas até a última atualização desta reportagem.
Reivindicações do movimento
O movimento teve início na segunda-feira (13). Segundo o sindicato, cerca de 2 mil trabalhadores aderiram à paralisação, que afeta serviços como coleta seletiva e obras públicas na cidade.
A categoria reivindica mudanças em pontos como vale-refeição, progressão salarial e convênio médico. De acordo com o sindicato, a greve deve continuar enquanto não houver avanço nas negociações.
“Movimento sindical vem extrapolando limites legais do direito de greve”
Em nota, a Urbam afirmou que a paralisação “extrapola os limites legais do direito de greve” e citou práticas como bloqueio de acessos com veículos e uso de cadeados e correntes. A empresa disse ainda que trabalhadores que desejam continuar suas atividades estariam sendo impedidos por manifestantes.
A Urbam informou que acionou o departamento jurídico para adotar medidas judiciais e garantir o acesso às unidades, além de manter um plano de contingência para reduzir os impactos nos serviços.
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Confira na integra a nota da Urbam:
“A Urbam repudia a continuidade da paralisação nesta terça-feira (14) e reforça que o movimento sindical vem extrapolando os limites legais do direito de greve, ao adotar práticas abusivas, como a utilização de cadeados e correntes, bem como o bloqueio de acessos com veículos, impedindo o livre exercício do trabalho por parte de seus colaboradores.
A paralisação, da forma como vem sendo conduzida, gera prejuízos significativos à coletividade, impactando diretamente serviços essenciais à população de São José dos Campos.
A Urbam informa que seu departamento jurídico já está adotando todas as medidas judiciais cabíveis para coibir os abusos verificados, assegurar o acesso às unidades de trabalho e garantir o direito dos colaboradores que desejam exercer regularmente suas atividades, mas vêm sendo impedidos por manifestantes.
Paralelamente, a empresa mantém ativo seu plano de contingência, com o objetivo de mitigar os impactos à população e assegurar, na medida do possível, a continuidade dos serviços essenciais prestados.”