
Funcionários da Urbanizadora Municipal (Urbam) fazem uma paralisação nesta segunda-feira (13) em São José dos Campos.
Segundo o Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento (SEAAC), cerca de 2 mil trabalhadores aderem ao movimento, o que interrompe a coleta de lixo reciclável e atinge obras públicas em andamento na cidade.
Entre os locais afetados estão intervenções no AME (Ambulatório Médico de Especialidades) e no Mercado Municipal, informou o sindicato.
Urbam repudia greve
Em nota, a Urbam afirmou que repudia a greve liderada pelo SEAAC, o qual chamou de “irresponsável” por prejudicar a população ao comprometer a prestação de serviços essenciais. “A paralisação impacta serviços como a varrição e a coleta seletiva, gerando transtornos à cidade”.
A empresa também acusou manifestantes ligados ao movimento de coibir funcionários que desejam exercer suas funções normalmente.
“A Urbam reforça que não compactua com práticas que penalizam a população e informa que seu departamento jurídico adotará todas as medidas legais cabíveis para garantir a continuidade dos serviços essenciais“, diz trecho do comunicado.
A Urbam informou ainda que opera com um plano de contingência para minimizar os impactos causados pela paralisação.
O que defende o sindicato
A paralisação é motivada por uma série de reivindicações, entre elas o reajuste no valor do vale-refeição, a retomada da progressão salarial e mudanças em benefícios como o convênio médico. A entidade também afirma que há valores pendentes a serem pagos aos trabalhadores.
Funcionários fixaram cartazes na frente da sede da Urbam com críticas à gestão da empresa e cobranças por melhorias nas condições de trabalho. Entre as mensagens, estão frases como “a Urbam deve aos seus empregados mais de R$ 4 mil” e questionamentos direcionados à presidência.
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Em vídeo publicado nas redes sociais, representantes do sindicatoafirmam que a mobilização foi organizada após a empresa ser formalmente notificada, conforme prevê a legislação para serviços essenciais. No conteúdo, os dirigentes convocam os trabalhadores a aderirem à paralisação e defendem a suspensão das atividades até que as demandas sejam atendidas.
Ainda segundo o sindicato, a insatisfação da categoria envolve, além do valor do vale-refeição e da progressão salarial, questões relacionadas ao convênio médico, incluindo cobranças consideradas indevidas pelos trabalhadores. A entidade afirma que já acionou a Justiça sobre o tema e que segue em disputa judicial com a empresa.