Um elefante-marinho, espécie típica de regiões subantárticas, foi visto percorrendo praias de São Sebastião desde o início de abril.
O animal, um jovem macho, passou por locais como Barra do Sahy e Juquehy até escolher um local seguro para descansar na faixa de areia de Boiçucanga.
Equipes do Instituto Argonauta, que atuam no âmbito do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), acompanharam o animal durante todo o período em que ele esteve em terra.
A saúde dele foi avaliada e considerada boa, com respiração tranquila e sem sinais de debilidade.
Comportamento natural
O oceanólogo e presidente do Instituto Argonauta, Hugo Gallo Neto, explica que o aparecimento desses animais no litoral brasileiro é relativamente frequente, especialmente quando jovens.
“Esse deslocamento faz parte do comportamento natural da espécie e pode estar relacionado à busca por alimento, correntes oceânicas e processos de dispersão”, afirmou.
O período em terra também é natural: durante a fase de muda, os elefantes-marinhos podem ficar fora d’água por longos períodos para a troca de pelos.
Retorno espontâneo
Na manhã do dia 2 de abril, o animal retornou espontaneamente ao mar. As equipes do PMP-BS seguem em estado de prontidão e continuam monitorando a região para garantir que não haja novos encalhes ou problemas.
O que fazer ao encontrar um animal desses?
A bióloga Carla Beatriz Barbosa, coordenadora do Trecho 10 do PMP-BS pelo Instituto Argonauta, reforça a importância de manter distância e evitar qualquer tipo de aproximação.
“Quando há interferência, ele pode retornar ao mar antes do necessário, o que causa desgaste e pode comprometer esse processo”, explicou.
Orientações principais:
- Não se aproxime nem toque no animal
- Mantenha distância e evite aglomerações
- Não leve animais domésticos para perto
- Não tente devolvê-lo ao mar – ele é um animal silvestre e pode reagir de forma defensiva