
O Sistema Cantareira encerra o verão nesta sexta-feira (20) com 43,4% de sua capacidade, segundo dados da Sabesp. O índice é o mais baixo para o fim da estação desde 2016, período marcado por crise hídrica no estado.
A marca atual chama atenção por ocorrer após os meses tradicionalmente mais chuvosos do ano, quando os reservatórios costumam registrar recuperação mais significativa. Ainda que o nível esteja acima de cenários críticos anteriores, especialistas apontam que o desempenho abaixo do esperado no verão pode influenciar o abastecimento ao longo do período seco.
Neste mês de março, o sistema está classificado na Faixa 3, considerada de alerta. Nessa condição, o volume útil dos reservatórios se mantém próximo do limite inferior de segurança operacional, exigindo acompanhamento constante.
O Cantareira é formado por seis represas: Jaguari, Jacareí, Atibainha, Cachoeira, Paiva Castro e Águas Claras. Parte desses reservatórios está localizada no Vale do Paraíba e na região bragantina, áreas estratégicas para a captação de água que abastece milhões de pessoas na Grande São Paulo.
A evolução dos níveis nos próximos meses dependerá principalmente do regime de chuvas no outono e inverno, períodos historicamente mais secos. Enquanto isso, o sistema segue sob monitoramento diante da possibilidade de redução gradual dos volumes armazenados.
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