
A cidade de Ubatuba vive cenário de emergência após as fortes chuvas registradas entre a noite de sábado (21) e a madrugada de domingo (22). Em aproximadamente 12 horas, o volume acumulado chegou a 236 milímetros — índice equivalente à média histórica de todo o mês de fevereiro.
O temporal ocorreu após dias de precipitação intensa. Nas 72 horas anteriores, o acumulado já representava cerca de 70% da média mensal, o que deixou o solo saturado e elevou os riscos de alagamentos e deslizamentos.
Bairros mais atingidos e famílias afetadas
As regiões de Maranduba, Sertão da Quina, Angelim, Taquaral e Araribá registraram alagamentos extensos, dificuldades de mobilidade e impactos diretos em residências.
Segundo a Defesa Civil, aproximadamente 400 moradias foram afetadas. No bairro Angelim, 15 famílias deixaram suas casas e foram acolhidas por parentes e amigos. Na região Sul, outras 15 famílias desabrigadas foram encaminhadas para hospedagem emergencial em hotéis na Lagoinha. Há ainda famílias em monitoramento e atendimento social.
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Barco virou e deixou dois mortos
O relatório técnico também aponta uma ocorrência marítima na noite de sábado, nas proximidades da Ponta Grossa. Uma embarcação de pesca com cinco ocupantes virou após rajada de vento e onda de grande porte.
Três tripulantes foram resgatados e levados ao pronto-socorro com quadro de hipotermia. Dois ocupantes morreram. O caso segue sob apuração das autoridades marítimas.
Escolas com aulas suspensas
Por causa dos alagamentos e da necessidade de vistorias técnicas, as aulas foram suspensas na segunda-feira (23) em unidades localizadas nos bairros Araribá, Taquaral e Sertão da Quina.
As escolas afetadas são:
- EMEI Alba Regina Torraque da Silva
- EM Professor José de Souza Simeão
- EM Sebastiana Luiza de Oliveira Prado
- EM Nativa Fernandes de Faria
- EM Pref. Silvino Teixeira Leite
A suspensão permitiu a realização de limpeza, desinfecção e avaliação estrutural dos prédios.
Decreto autoriza medidas emergenciais
Com a declaração de situação de emergência por 180 dias, o município pode mobilizar recursos humanos e financeiros, utilizar fundos municipais, solicitar apoio estadual e federal e realizar contratações com dispensa de licitação para ações urgentes.
As medidas incluem desobstrução de vias, retirada de árvores e detritos, reparos emergenciais, acolhimento de famílias, distribuição de itens essenciais e monitoramento contínuo das áreas de risco.
Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, SAMU, Assistência Social, Infraestrutura e voluntários seguem atuando no levantamento de danos, vistorias técnicas e atendimento às famílias atingidas.