
A Prefeitura de São José dos Campos lançou, nesta sexta (20), o edital para a concessão do Parque Natural Augusto Ruschi, também conhecido como Horto Florestal.
Os envelopes serão abertos no dia 8 de abril, segundo a data prevista.
Podem participar empresas e consórcios interessados no Parque, localizado no bairro Costinha, zona Norte.
A consulta pública do projeto ficou aberta desde outubro até dezembro de 2025. O Conselho Gestor do Parque, segundo a gestão municipal, mostrou-se favorável ao projeto.
O parque, que está fechado desde 2020, é considerado subutilizado e pouco conhecido pela população joseense. Desde a pandemia, o Horto não recebe visitas públicas por necessidade de obras.
A Prefeitura quer trazer o parque para o roteiro turístico da cidade, assim como desenvolver atividades de recreação com escolas joseenses e passeios ciclísticos. A entrada continuará gratuita na nova gestão.
Alexandre Blanco, assessor de Projetos Especiais de São José dos Campos, ressaltou que será construído um centro de exposições interativas com imagens dos animais do Horto.
A observação de pássaros e até atividades astronômicas foram mencionadas como possíveis novidades.
Economia e modelo de concessão
O prazo determinado para a concessão, por meio de parceria público-privada, é de 20 anos.
Segundo a gestão municipal, esse modelo de negócio permitirá uma economia de R$ 8,8 milhões ao longo dos anos de concessão. Atualmente, a Prefeitura investe R$ 840 mil por ano no parque.
Com a parceria, a despesa cairá para R$ 400 mil. Além disso, estima-se que a receita atingirá R$ 2,9 milhões, com 26 mil visitantes anuais.
Números
- Investimentos a longo prazo (Capex): R$ 5,5 milhões em dois anos
- Despesas do dia a dia: R$ 1,5 milhão por ano
- Contraprestação: R$ 400 mil por ano
O Parque Augusto Ruschi
O Parque Natural Augusto Ruschi tem 2,4 milhões de metros quadrados e integra uma área de reserva da Mata Atlântica, além de uma Unidade de Conservação Integral (SNUC).
Na última divulgação do plano de manejo, 196 espécies de vegetais, 136 aves, 23 anfíbios, 51 répteis e 34 mamíferos vivem no parque.
Preservação de espécies
A quantidade de espécies na área, incluindo as endêmicas, como o sagui-da-serra-escuro, também requer atenção. De acordo com o prefeito Anderson Farias (PSD), esse cuidado já está estipulado.
“O próprio gestor do parque terá essa exigência, primeiro pela preservação, proteção e até a catalogação, porque ainda existe desconhecimento da quantidade total de espécies que vivem aqui. Tudo será realizado junto aos órgãos competentes do município.”