
O casal Francine da Costa Prado e Filipe Prado dos Santos, donos do brechó de luxo Desapego Legal presos no dia 29 de janeiro em São José dos Campos, obteve na Justiça um habeas corpus que determina sua liberação.
Eles são acusados de não pagarem fornecedores e clientes, com dívida total estimada em quase R$ 20 milhões.
A decisão, assinada pelo desembargador Sebastião Ribeiro Martins do Tribunal de Justiça do Piauí, aponta que a prisão temporária deixou de ser necessária, uma vez que “as medidas consideradas essenciais à investigação já foram cumpridas”, incluindo buscas, apreensão de celulares, computadores e documentos, além de bloqueio de valores.
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Liberação
A ordem também beneficia Ana Cristina Barbosa da Silva, madrasta de Francine, que trabalhava com o casal. Os três estavam detidos na cadeia pública de Caçapava.
Segundo a defesa, a liberação depende apenas de trâmites burocráticos do sistema prisional.
Sobre o caso
O brechó Desapego Legal, fundado em 2018, declarou receitas milionárias antes de clientes de todo o Brasil começarem a relatar interrupção de pagamentos:
- 2022: R$ 48,8 milhões de receita bruta
- 2023: R$ 50,8 milhões
- 2024: Queda para R$ 5,6 milhões e prejuízo de R$ 14,6 milhões
A empresa operava principalmente pelo Instagram (212 mil seguidores) como “curadoria de bolsas e acessórios de luxo”, recebendo itens de clientes para venda em consignação.
Segundo investigações, após as vendas, os repasses não eram feitos e os produtos não eram devolvidos.