
Constantino de Oliveira Júnior, o empresário visionário que fundou a Gol Linhas Aéreas, morreu na manhã deste sábado (24), em São Paulo, aos 57 anos.
Segundo apuração do g1, ele estava internado em um hospital da capital paulista e tratava um câncer há anos.
Em 2001, ele fundou a Gol, introduzindo no Brasil o conceito de “baixo custo, baixa tarifa”, um modelo que democratizou o acesso aos voos.
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De uma ideia à presidência do Conselho
Antes de criar a companhia aérea, Júnior atuou no setor de transporte terrestre como diretor da Comporte Participações. Ao fundar a Gol, assumiu como primeiro CEO (Diretor-Presidente) e liderou a expansão da empresa.
Em 2004, passou a integrar o Conselho de Administração, acumulando a função com a presidência executiva até 2012. A partir de então, deixou a gestão do dia a dia e assumiu a presidência do Conselho de Administração, cargo que ocupava até hoje.
Além da Gol, Júnior era membro do Conselho e um dos fundadores do Grupo ABRA, uma holding de aviação criada em 2022 que controla tanto a Gol quanto a colombiana Avianca.
Legado e paixão além da aviação
Em nota, a Gol Linhas Aéreas manifestou “profundo pesar” e destacou o legado de seu fundador:
“Com uma visão empreendedora e valores sólidos, nascia uma empresa reconhecida por sua excelência, referência em inovação e por seu compromisso com o desenvolvimento do Brasil”.
A companhia ressaltou seu “jeito simples, humano, inteligente e próximo”, que deixou marcas profundas na cultura da empresa.
Fora dos negócios, Júnior era um entusiasta do automobilismo e chegou a competir na Porsche Cup.
Ele também recebeu diversos prêmios ao longo da carreira, como “Executivo de Valor” e “Executivo Ilustre” no setor de transporte aéreo.