
Durante o período de férias, o Museu de História Natural de Taubaté surge como uma opção de lazer educativo para moradores e turistas que buscam atividades culturais na cidade. O espaço abriga uma exposição permanente que percorre a história da vida na Terra por meio de fósseis, esqueletos e exemplares científicos, com destaque para achados raros do Brasil.
Um dos itens que chama a atenção do público é um fragmento de úmero, osso do braço, de uma preguiça-gigante da espécie Eremotherium laurillardii. O fóssil pertence ao acervo do museu e é considerado o registro da maior preguiça-gigante já identificada no país. De acordo com estudos do professor doutor Mário Dantas, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o animal viveu no Brasil há cerca de 10 a 12 mil anos, podia pesar aproximadamente 5,5 toneladas e teria alcançado uma longevidade estimada em cerca de 47 anos.
O material foi coletado pelo fundador do Museu de História Natural de Taubaté, o pesquisador doutor Herculano Alvarenga, e integra a exposição dedicada ao Pleistoceno, período marcado pela presença da megafauna, como mastodontes, toxodontes, tigres-dentes-de-sabre e preguiças-gigantes.

Conteúdo do museu
A visita ao museu segue um trajeto cronológico que conduz o visitante pelas Eras e Períodos geológicos.
No início do percurso, o público conhece fósseis do Paleozóico, quando a vida animal estava restrita aos mares, e acompanha a transição dos vertebrados para o ambiente terrestre com o surgimento de anfíbios e répteis.
No Mesozóico, a exposição apresenta réplicas e fósseis de dinossauros e pterossauros, como Velociraptor, Carnotaurus, Abelisaurus e Tyrannosaurus rex, além de uma coleção de peixes e insetos da Chapada do Araripe, no Ceará.
No Cenozóico, destacam-se o esqueleto do Paraphysornis brasiliensis, uma ave gigante que viveu há cerca de 23 milhões de anos, conhecida popularmente como “ave do terror”e o crânio do Purussaurus brasiliensis, considerado o maior crocodiliano que já existiu, com quase 20 metros de comprimento.
O percurso também aborda a evolução humana por meio de crânios de hominídeos e chega ao Holoceno, período atual, com exemplares de aves, mamíferos e répteis taxidermizados.
Programação especial neste domingo
Como parte da programação, o Museu de História Natural de Taubaté recebe neste domingo (18) a palestra “Catástrofes colossais: o que as extinções em massa podem nos ensinar sobre impactos ambientais”, ministrada pela Dra. Amanda Alves Gomes e pelo Dr. Bruno Gonçalves Augusta.
A atividade acontece a partir das 14h, na sede do museu, com ingressos a R$ 15, vendidos no local. A palestra integra a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e, ao final, os participantes poderão participar de um tour guiado pelo museu, com destaque para fósseis e explicações sobre a história da vida na Terra.
O museu é localizado na Rua Juvenal Dias de Carvalho, 111 – Jardim do Sol, em Taubaté e abre de terças às sextas das 9h30 às 17h e sábados e domingos das 11h às 17h.
Confira também: Arena Geek Fest retorna a SJC após 11 anos com programação cheia