
Para celebrar os 380 anos de Taubaté, a Prefeitura inaugura nesta sexta-feira (5), aniversário da cidade, a exposição “Os Taubateanos” na Villa Santo Aleixo, reunindo retratos de personalidades que ajudaram a moldar a identidade cultural, artística e histórica do município.
A mostra, que fica aberta até 20 de dezembro, apresenta figuras marcantes do passado local, como Hebe Camargo, Mazzaropi e Félix Guisard, e busca aproximar o público da própria memória taubateana.
A curadoria reúne criadores, artistas, músicos, empresários e personagens que ajudam a contar a história da cidade — não apenas como recordação, mas como convite para que novas gerações possam conhecer e reconhecer as raízes locais.
- Félix Guisard (1862-1942) — empresário e um dos pioneiros da industrialização do Vale do Paraíba; fundou a Companhia Taubaté Industrial (CTI), que por muito tempo funcionou no tradicional “Prédio do Relógio”, e exerceu papel importante na vida econômica e social da cidade. Foi prefeito durante oito meses em 1930;
- Félix Guisard Filho (1890-1964) — filho de Félix Guisard, foi médico, historiador e dirigente ligado ao desenvolvimento institucional de Taubaté; também foi prefeito da cidade entre 1952 e 1955 e deixou acervo e trabalhos que sustentaram memória local (o Arquivo Histórico municipal leva seu nome);
- Hebe Camargo (1929-2012) — foi uma das maiores apresentadoras da TV brasileira. Começou a carreira como cantora de rádio nos anos 1940 e se tornou um fenômeno televisivo, comandando programas por décadas. Com carisma, irreverência e defesa de causas sociais, consolidou-se como a “Rainha da Televisão Brasileira” e deixou um dos legados mais marcantes da comunicação no país;
- Fêgo Camargo (1888-1971) — violinista, compositor e professor de Taubaté, foi uma figura central na cena musical local. Pai de Hebe Camargo, destacou-se pela versatilidade em valsas, chorinhos e hinos, além de atuar como músico de cinema mudo.
Leia também: Taubaté homenageia Renato Teixeira com novo uniforme e placa no Joaquinzão
- Amácio Mazzaropi (1912-1981) — Ator, produtor, humorista e cineasta com forte ligação ao Vale do Paraíba (sua mãe era natural de Taubaté); ícone do cinema popular brasileiro, ele criou e interpretou o icônico Jeca Tatu e hoje tem sua história e memória contada no Museu Mazzaropi.
- Celly Campello (1942-2003) — pioneira e “Rainha do Rock” no Brasil, começou a carreira ainda criança em Taubaté e ganhou projeção nacional no fim dos anos 1950 com sucessos como “Estúpido Cupido” e “Banho de Lua”, que ajudaram a popularizar o rock e o twist no país;
- Georgina de Albuquerque (1885-1962) — pintora e professora, foi a primeira mulher a dirigir a Escola Nacional de Belas Artes; tem obra presente em importantes museus brasileiros, entre eles o MASP e o Museu Histórico Nacional;
- Joaninha Castilho (1924-1991) — aviadora acrobata, ela se tornou a mais jovem do mundo a voar solo e a entrar para o Guinness Book, com apenas 13 anos; sua importância para a aviação regional fez com o hangar do Aeroclube de Taubaté fosse batizado com seu nome;
- Judith Mazella (1920-2007) — Advogada, jornalista e figura pública de Taubaté, Judith teve participação ativa em veículos locais e foi a primeira vereadora eleita na cidade, cargo que ocupou por três mandatos;
- Maria Morgado de Abreu (1919-2008) — Formada em Ciências Sociais pela USP, foi responsável pelo curso de História do Vale do Paraíba na Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras em Taubaté, além de ser autora de várias obras que abordam aspectos históricos, culturais e geográficos do município;
- Paulo Camilher Florençano (1913-1988) — Historiador, arquivista e referência local; produziu pesquisas sobre símbolos e memória da cidade e seu nome batiza o Museu Histórico de Taubaté;
- Yves Rudner Schmidt (1933-2022) — Maestro e músico que atuou como professor e referenciado na cena musical de Taubaté; foi idealizador e presidente da Associação Brasileira de Jovens Compositores (de 1951 a 1959), membro titular da Academia Taubateana de Letras e responsável por criar a Escola de Música e Artes Maestro Fêgo Camargo;
- Chiquinha de Mattos (1854-1927) — nascida em Caçapava e radicada em Taubaté, foi uma referência local em caridade e filantropia. Reconhecida por amparar os mais vulneráveis, deixou um legado de solidariedade que lhe rendeu homenagem em uma rua da cidade.
- Remedica Falco (c. 1890-1976) — imigrante argelina, destacou-se como talentosa retratista em Taubaté. Considerada a primeira fotógrafa mulher de Taubaté, ela registrou famílias em toda a região, cuidando pessoalmente de todo o processo em seu estúdio — da ampliação aos retoques manuais.