
A Prefeitura de São José dos Campos enviou à Câmara Municipal um projeto que pede autorização para contratar um empréstimo de até R$ 225 milhões com o BNDES. O objetivo, segundo o prefeito Anderson Farias, é financiar um pacote amplo de modernização tecnológica, administrativa e de serviços em várias áreas do município.
O empréstimo faz parte de programas do BNDES voltados à inovação na gestão pública, sustentabilidade e melhoria dos serviços essenciais. Segundo o pedido enviado aos vereadores, os recursos vão permitir atualizar estruturas hoje consideradas defasadas, integrar sistemas municipais e ampliar o uso de tecnologia em setores como educação, saúde, mobilidade urbana e segurança.
Quais investimentos devem ser feitos
Entre os investimentos previstos estão a modernização do Data Center da Prefeitura, a criação de um grande repositório integrado de dados, e a implantação de um Cadastro Técnico Multifinalitário, que reúne informações detalhadas sobre imóveis e territórios da cidade. Também está prevista a criação de novos geoportais, plataformas online que permitem visualizar dados públicos em mapas interativos.
Na área de atendimento ao cidadão, a Prefeitura planeja desenvolver uma nova plataforma digital para unificar serviços e melhorar a comunicação com a população. Já na saúde, o projeto envolve a modernização de sistemas internos para agilizar processos e ampliar a integração de informações. A proposta também reserva recursos para a instalação de pátios de abastecimento destinados à frota de ônibus elétricos e para a ampliação das operações do Centro de Segurança e Inteligência (CSI), que monitora diferentes áreas da cidade. A rede de ensino deve receber investimentos em equipamentos e tecnologia para alunos e professores.
Como seriam feitos os empréstimos
Os valores do empréstimo seriam liberados de forma escalonada: R$ 103,2 milhões em 2026, R$ 98,7 milhões em 2027 e R$ 23 milhões em 2028, distribuídos entre as secretarias de Governança, Finanças, Educação, Saúde, Mobilidade Urbana e Proteção ao Cidadão. Para garantir o pagamento, o município pretende usar parte das receitas que recebe regularmente da União.
A Prefeitura afirma que as medidas vão tornar os serviços mais rápidos, eficientes e transparentes, além de reduzir custos operacionais no longo prazo. O projeto também prevê ajustes no Plano Plurianual (2026–2029) e na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 para incluir os novos investimentos.
O texto agora segue para análise das comissões da Câmara e, depois, para votação em plenário.
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