
Uma partida de futebol entre crianças na categoria sub-12 terminou com uma prisão em flagrante por racismo no último domingo (19), em Guaratinguetá. O fato ocorreu no Estádio Dario Rodrigues de Leite, no Parque Alberto Bayington, quando uma mulher, identificada como Karen Cristina Liria da Silva, de 41 anos, teria dirigido ofensas raciais a um jovem jogador de 12 anos da equipe adversária.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a partida entre Corinthians e Mantiqueira foi interrompida após o menino, relatar ao árbitro que era insultado por uma pessoa nas arquibancadas. Testemunhas, incluindo os policiais militares que faziam a segurança do evento, confirmaram que a mulher proferiu termos como “preto“, “sem família” e “filho da puta” contra o atleta mirim.
Diante da gravidade das acusações, o árbitro decidiu encerrar a partida imediatamente e registrou o ocorrido oficialmente na súmula do jogo. A mãe da vítima, de 38 anos, buscou o apoio dos PMs, que acompanharam todos os envolvidos até a Delegacia Seccional de Guaratinguetá para a devida averiguação.
Na delegacia, além dos policiais e do gandula, que confirmaram a versão, a autora alegou inocência. Karen Cristina afirmou à autoridade policial que eventuais conflitos foram motivados por “coisas ligadas ao futebol” e declarou sua intenção de processar a mãe da vítima por ameaça.
O delegado responsável, no entanto, considerou configurado o flagrante delito pelo crime de racismo (art. 20 da Lei 7.716/89), fundamentando a decisão na súmula do jogo e nos depoimentos colhidos. A indiciada foi presa e encaminhada à Cadeia Pública de Lorena, onde aguardará as decisões judiciais.
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