
O antigo Caminho do Ouro Paulista, rota histórica que atravessa cidades do Vale do Paraíba e da Serra do Mar, foi oficialmente reconhecido como de relevante interesse cultural pelo Governo do Estado de São Paulo.
O título reforça a importância da preservação do trajeto, que já vem sendo redescoberto e transformado em atrativo turístico e cultural.
A rota passa por Taubaté, Lagoinha, Cunha, Pindamonhangaba, Tremembé e São Luiz do Paraitinga, municípios que compartilham trechos históricos utilizados desde o período colonial.
Nos séculos 17 e 18, o caminho foi essencial para o transporte de ouro, mercadorias e para a integração econômica entre o interior paulista e o litoral brasileiro.
Mais do que preservar a memória, a iniciativa busca impulsionar o turismo sustentável e a economia criativa, com potencial em áreas como turismo rural, religioso, de aventura, ecológico e gastronômico.
“O Caminho do Ouro Paulista não é apenas história, ele é futuro!”, destacou a deputada estadual Leticia Aguiar (PL), autora do projeto de lei que originou o reconhecimento.
Novas iniciativas
O processo de valorização do caminho vem ganhando força nos últimos meses. Em junho, representantes de Taubaté, Lagoinha, Cunha e Tremembé realizaram a primeira viagem de reconhecimento dos trechos mapeados, avaliando atrativos, acessos e pontos de apoio ao longo da rota.
Outra novidade foi o 1º Passeio Ciclístico Caminho do Ouro, que percorreu mais de 70 km em áreas históricas e naturais de Taubaté. O trajeto incluiu capelas, cachoeiras e marcos coloniais, com largada e chegada no Convento Santa Clara.
O passeio também reforçou os estudos da paleógrafa Lia Mariotto, que comprovou a presença de Taubaté na antiga rota colonial do ouro, consolidando a cidade como um elo fundamental na ligação entre Minas Gerais e o litoral brasileiro.