Close Menu
    Sobre a spriomais
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Escute a rádio spriomais
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube LinkedIn WhatsApp
    • Institucional
    • Equipe
    • Contato
    Facebook X (Twitter) Instagram YouTube Spotify LinkedIn WhatsApp
    spriomais
    • Notícias
      • Cidades
      • Cultura
      • Especiais
      • Esporte
      • Geral
      • Made In Sanja
      • Meio Ambiente
      • Mulher
      • Polícia
      • Política
      • Tecnologia
      • Turismo
    • Colunas
      • + Arte na Cidade
      • Animais Ok
      • Berlim Esporte Clube
      • Código Fonte
      • Cozinha sem Chef
      • Da janela do Helbor
      • ESG na Prática
      • Ofício das Palavras
      • Todas as Claves
      • Viva
    • Podcast
    • Branded
    • Acontece spriomais
    • Publicidade Legal
    rádio
    spriomais


    Você está em:Início » Belém vai sediar a COP30. Mas quem vai conseguir participar?
    ESG na Prática

    Belém vai sediar a COP30. Mas quem vai conseguir participar?

    Entre o simbolismo da Amazônia e os preços proibitivos: o desafio de garantir vozes essenciais na COP30 de Belém
    3 de agosto de 2025Nenhum comentário4 Minutos de Leitura
    WhatsApp Facebook Twitter LinkedIn Email
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Email Copy Link
    Belém vai sediar a COP30. Mas quem vai conseguir participar?
    (Créditos: Divulgação)

    O Brasil sediará a 30ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima, a COP30, em um dos lugares mais simbólicos do planeta: a Amazônia. A escolha da cidade de Belém como anfitriã do evento carrega uma mensagem potente: colocar a floresta e seus povos no centro da agenda climática global. Mas junto com esse protagonismo, surgem também grandes desafios.

    O principal deles, neste momento, parece estar no campo da logística. Com expectativa de receber mais de 50 mil pessoas de diferentes partes do mundo – entre representantes de governos, cientistas, ativistas e jornalistas – a cidade enfrenta uma pressão inédita sobre sua infraestrutura, especialmente no setor de hospedagem.

    Segundo dados do Valor Econômico, os preços das diárias em Belém dispararam desde o anúncio do evento. Em alguns casos, o valor que antes era de R$ 300 passou a ser negociado por até R$ 6.000, um salto de quase 1.900%. A matemática é simples: com oferta limitada e demanda altíssima, o mercado reagiu como costuma fazer em grandes eventos globais. A questão é que, ao contrário de outros encontros, a COP se propõe a ser inclusiva, diversa e plural.

    É aí que entra o dilema. Como garantir que vozes essenciais – como as de países em desenvolvimento, comunidades tradicionais e cientistas independentes – estejam presentes, se os custos de participação se tornam proibitivos? A pergunta não tem resposta fácil, mas já mobiliza debates e medidas por parte dos organizadores.

    Entre as soluções colocadas na mesa, estão a reserva de cerca de 2.500 quartos com tarifas subsidiadas para delegações específicas, a contratação de navios-cruzeiro com mais de 5.000 leitos e a adaptação de espaços alternativos como escolas e alojamentos temporários. Belém, atualmente, conta com 36 mil acomodações formais – número abaixo do necessário para comportar todos os participantes.

    Também há conversas sobre a criação de programas de hospedagem solidária, controle de preços e até subsídios internacionais. Não seria a primeira vez que a criatividade se torna aliada em momentos como esse: em outras edições da COP, famílias locais ofereceram hospedagem gratuita ou a preços acessíveis para garantir que o espírito de cooperação não se perdesse no meio da planilha de custos.

    É importante lembrar que o desafio não é exclusivo do Brasil. Outras edições da conferência também enfrentaram dificuldades logísticas, e o aumento de preços em cidades-sede é uma realidade conhecida. O que torna Belém um caso singular é a combinação entre importância estratégica e capacidade limitada, o que exige um cuidado extra na hora de equilibrar expectativas e realidade.

    O simbolismo da Amazônia como palco da COP é inegável. Trata-se de uma região que concentra mais de 10% da biodiversidade mundial, 20% da água doce superficial do planeta e um patrimônio socioambiental de valor incalculável. Realizar a conferência ali é, sem dúvida, uma forma de reconhecer a urgência climática com os pés no chão da floresta.

    Mas a COP é mais que um palco – é também uma construção coletiva. A agenda climática global precisa de todas as vozes, especialmente as que historicamente foram deixadas de fora. Tornar essa participação possível vai além da boa intenção: é um teste de coerência para os princípios que se defendem.

    Se o Brasil conseguir transformar esse desafio em solução, o evento pode deixar um legado duradouro, não apenas para a cidade ou para o país, mas para toda a governança climática global. No final, não se trata apenas de organizar uma conferência, mas de provar que é possível, sim, fazer diferente. E que inclusão, no contexto climático, começa antes mesmo da cerimônia de abertura.

    Confira também: Você ainda vai sentir sede. E não vai ser de lucro!

    amazonia cop30

    * A opinião dos nossos colunistas não reflete necessariamente a visão do portal spriomais.

    Luís Magalhães

    Luís Magalhães

    Luís Fernando Carneiro Magalhães é co-fundador e sócio-diretor da srtatup joseense O2eco Tecnologia Ambiental, cujo objetivo é deixar um impacto positivo no meio ambiente. Estudou Agronomia na UFFRJ e Business & Marketing na Universidade Católica da Austrália e na Universidade de Canberra.
    Compartilhe Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp Telegram Email Copy Link
    Notícias AnterioresPAT de São José dos Campos oferece 745 vagas de emprego a partir desta segunda (4)
    Próxima Notícia 15ª Feijoada Solidária reúne amigos por causa nobre

    Notícias Relacionadas

    Tendências ESG 2026: menos discurso, mais decisão?

    21 de dezembro de 2025

    Austrália e Tuvalu dão início ao século da migração climática

    14 de dezembro de 2025

    O custo da ignorância ambiental: Brasil perde porque ainda não entende ESG

    7 de dezembro de 2025
    Inscrever-se
    Acessar
    Notificar de
    Acessar para comentar
    0 Comentários
    mais antigos
    mais recentes Mais votado
    Feedbacks embutidos
    Ver todos os comentários

    Disk 2








    A spriomais é o primeiro portal jornalistico multidigital do Vale do Paraíba, com os principais acontecimentos da região, do Brasil e do mundo.

    email:
    jornalismo@spriomais.com.br

    Maior festival gastronômico do Vale do Paraíba, com 60 mil pessoas na edição de 2024, e que reúne os melhores restaurantes, bares e confeitarias de São José dos Campos.

    instagram:
    @mais_gastronomia
    email:
    comercial@spriomais.com.br

    O design elegante e as fotografias selecionadas reforçam a atmosfera gourmet do jornal impresso e digital do Grupo SP Rio Mais.
    Um convite ao leitor para desacelerar diante das páginas e perceber a informação como parte de uma experiência estética.

    email:
    comercial@spriomais.com.br 

    • Facebook
    • Twitter
    • Instagram
    • YouTube
    • LinkedIn
    • WhatsApp
    • Spotify
    © 2026 SPRIO SERVIÇOS DE COMUNICAÇÃO EIRELLI - spriomais 2025 © Todos os direitos reservados

    Escreva algo e precione Enter para buscar. Pressione Esc para cancelar.

    wpDiscuz
    Usamos cookies para garantir que oferecemos a melhor experiência em nosso site. Se continuar a usar este site, assumiremos que está satisfeito com ele.