
Acrobacias radicais executadas com precisão e aviões nas cores do Brasil que deixam rastros no ar: esse é o segredo do sucesso da Esquadrilha da Fumaça.
O grupo surgiu em 1952, mas foi batizado somente no ano seguinte, quando incorporou tanques de óleo para produção de fumaça nos monomotores de combate T-6, o que permitia o público visualizar melhor as manobras no céu.
A química sempre foi muito simples: o óleo era injetado no escapamento das aeronaves e as altas temperaturas faziam o trabalho de transformá-lo em fumaça.
Esse processo foi poluente até 2013, quando a Fumaça passou a utilizar um óleo mineral ecologicamente correto desenvolvido pela Embraer. O produto é o mesmo utilizado nos shows do “Blue Angels“, o Esquadrão de Demonstração Aérea da Marinha dos Estados Unidos.
“Esse óleo é produzido especificamente para essa finalidade e é biodegradável, sendo totalmente inofensivo ao meio-ambiente”, explica o capitão André Nery Lima “Bezerra”, Ala Direita Externa da esquadrilha.
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A fumaça não é apenas importante para o público conseguir apreciar melhor as apresentações. Ela também serve de referência para os fumaceiros identificarem as posições dos companheiros durante o voo.
A precisão e entrosamento entre os pilotos é o que garante a beleza e segurança do espetáculo.
“O risco realmente faz parte da atividade e o treinamento é a chave para que a gente aprenda a gerenciá-lo durante as apresentações,” afirma Bezerra.
Entrevista ping-pong exclusiva com piloto da Esquadrilha da Fumaça
A Esquadrilha da Fumaça realiza uma apresentação neste domingo (27), em São José dos Campos, em comemoração aos 258 anos do município. O show acontece às 16h, no Mirante do Banhado.
Em entrevista ping-pong com o jornalista Gabriel Duarte, o capitão André Nery Lima “Bezerra” falou sobre técnica, rotina de treinos e os bastidores das apresentações do grupo. O papo completo vai ao ar nesta sexta-feira (25), às 16h.