
Na história de mudança de CEP, o vereador Lino Bispo (PL) fez que foi, não foi e acabou fondo. Ou, de fato, não foi?
Qual a resposta certa?
Entre mortos e feridos, afirmações e desmentidos, o fim dessa novela só vai ficar claro com o término do recesso da Câmara de São José dos Campos e da retomada das votações no plenário Mário Sholz.
Na primeira votação polêmica, basta olhar o placar: se o governo somar 12 votos, isto é, continuar com maioria simples na Casa, Lino Bispo e seu colega Roberto Chagas (PL) continuam, de fato, no bloco de oposição ao prefeito Anderson Farias (PSD); se o governo somar 14 votos, a chamada maioria qualificada, a mudança de CEP foi concretizada, apesar das negativas do PL.
De certo, essa história de mudança de CEP fez o cenário político da cidade ferver igual a alka-seltzer na semana passada.
O início do bafafá é conhecido: em entrevista à CBN Vale na segunda-feira passada, o prefeito Anderson Farias resolveu tornar público o acordo que teria sido fechado pelo governo para ter Lino e Chagas, eleitos no bolo da oposição em 2024, em sua base de apoio.
Segundo Anderson, os vereadores selaram um pacto da governabilidade e passariam a integrar a bancada governista.
“Conversaram, apertaram as mãos e vida que segue”, disse um articulador do governo. Na sequência, o secretário de Governança, Jhonis Santos, também em entrevista à CBN Vale, repetiu a informação. A notícia causou um alvoroço no PL e a alka-seltzer ferveu.
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Afinal, o PL, de Eduardo Cury e do vereador Thomaz Barbosa, tem feito uma posição bastante crítica frente ao governo, tendo sido seu adversário mais severo nas eleições de 2024, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Mais: nesse xadrez, Lino não é um “zé-qualquer”; como vice-presidente do PL na cidade, ele ocupa uma posição estratégica dentro do partido. A “ferveção” dentro do PL culminou em uma nota oficial negando a mudança de lado de Lino e Chagas. A nota seria divulgada na última sexta-feira à tarde, mas, até esta segunda-feira pela manhã, ainda estava sendo gestada.
Fim de papo? Longe disso…
O governo criou uma saia-justa dentro do PL e abriu uma polêmica, cujo fim virá, de fato, com as votações polêmicas deste segundo semestre, quando a maioria da administração e a força da oposição serão colocadas à prova.
Até lá, segue o baile…
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