
O artista e multi-instrumentista Mestre Quintino está prestes a levar ao palco seu mais novo projeto, “Música Caipira Planetária”, uma fusão de ritmos que vai do sertanejo raiz ao reggae, passando por blues e rock.
O disco, já disponível nas plataformas digitais, será apresentado ao vivo em dois shows gratuitos: no sábado (28), em Pindamonhangaba, e no dia 6 de julho, em Tremembé, com recursos de acessibilidade e participações especiais.
Uma viola caipira
O projeto chama atenção pela viola eletrodinâmica tocada por Moreno Overá, um instrumento raro que mistura o timbre tradicional da viola caipira com efeitos de guitarra elétrica.
“Ela me permite elevar o volume acima da bateria ou do baixo, ou colocar efeitos de guitarra que deixam o público curioso, porque é um instrumento pouquíssimo usado”, explica Overá.
A banda Skaya, responsável pelo suingue do disco, acrescenta metais e batidas dançantes, criando uma atmosfera que Quintino define como “caipira, mas sem fronteiras”.

Entre as faixas do EP, destaque para “Love”, em parceria com Zé Orlando, ex-vocalista da Tribo de Jah, e “Lua Congadeira”, composição de Mestre Lumumba (1946-2023) interpretada por Fátima Ortiz.
“Ele pediu que fosse dada continuidade ao trabalho dele sem que houvesse, entretanto, alguém se dizendo seu sucessor. Diante deste enigma, estou aqui transcendendo ritmos para estender o legado que deixou”, diz Quintino.
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Shows
Os eventos presenciais terão entrada franca e estrutura pensada para inclusão:
- 28/06 (sábado), 21h – Pindamonhangaba: Rua fechada em frente ao Eden Beer, com food trucks e venda de produtos do projeto.
- 06/07 (domingo), 20h – Tremembé: Na Casa de Cultura Prof. Quintino Jr., espaço coberto e água gratuita.
- 07/07: Lançamento do show online no YouTube, com as performances gravadas em estúdio.
Um artista entre o passado e o futuro
Herdeiro da Banda do Quintino (fundada pelo avô em 1917), o músico já rodou o Brasil entre congadas, tambores e palcos de rock.
“Honro meu mestre e espalho mensagem de amor e consciência ambiental com respeito à ancestralidade sem perder sotaque e visão de futuro”.
Confira as músicas no Spotify: