
A Prefeitura de São José dos Campos anunciou um novo projeto ambiental com objetivo de neutralizar a emissão de gases poluentes na cidade.
Com investimento previsto de R$ 31 milhões, a iniciativa busca transformar São José em uma “cidade carbono neutro” — ou seja, capaz de reduzir ao máximo a liberação de gases de efeito estufa e compensar o que não puder ser eliminado.
Segundo dados apresentados pela própria Prefeitura, São José emitiu cerca de 2 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), o principal gás relacionado ao aquecimento global, em 2022.
Este número representa o mesmo que aproximadamente 420 mil carros populares rodando durante um ano inteiro, segundo a calculadora de equivalências de gases efeito estufa da Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA).
Desse total, 50% das emissões vieram da atividade industrial, e 30% do setor de transportes — incluindo todos os tipos de veículos em circulação na cidade.
Com a adesão ao projeto, o município passa a integrar o Centro de Ciências para o Desenvolvimento – Cidades Carbono Neutro, coordenado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
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A Fapesp será responsável por um aporte de R$ 9,8 milhões ao projeto. Outros R$ 6,2 milhões virão da iniciativa privada, e o restante será financiado com recursos públicos.
O plano terá duração de cinco anos e contará com a participação de mais de 100 pesquisadores e 37 instituições, segundo a administração municipal.
Entre as ações anunciadas estão o plantio de árvores nativas, a preservação de áreas verdes e a participação em programas de crédito de carbono, uma espécie de compensação pelas emissões que não puderem ser evitadas.
Além dessas medidas, também entram no projeto outras iniciativas da Prefeitura já em andamento, como o monitoramento por satélite de construções irregulares e desmatamento substituição da frota de ônibus públicos por veículos elétricos e a expansão da rede cicloviária.
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