
O projeto Leitura na Pracinha, que estimula crianças na prática da leitura em praças de São José dos Campos, estará na Área Verde do Bosque dos Eucaliptos, neste sábado (31), a partir das 14h.
O encontro, gratuito e aberto ao público receberá o cartunista da Folha de S. Paulo, Jean Galvão, para um bate-papo especial sobre desenho, quadrinhos e livros. Além de Jean, a tarde literária contará com a participação das escritoras Marília Santos Ribeiro e Yolanda Soares, e da ilustradora Paula Cavalari, que vão contar histórias e falar sobre seus processos criativos.
O projeto Leitura na Pracinha nasceu do sonho de uma garotinha de apenas 7 anos. Maria Eva de Abreu Sardinha, filha de um jornalista e de uma professora, guarda em sua casa um verdadeiro tesouro literário: são quase mil livros e gibis.
Ela queria criar uma biblioteca comunitária, com direito até a carteirinha para todas as crianças do bairro. Colocar essa ideia em prática seria um grande desafio para a família, pois não haveria espaço suficiente em casa.
“Foi assim que decidimos levar os seus livros para pracinhas, parques e áreas verdes da cidade. Tudo à disposição, em exposição, para quem quiser ler ou conhecer o mundo dos livros” , explicou Grazielle Abreu, mãe de Maria Eva.
A união entre pai, mãe, tias e primos de Maria, com convidados especiais, têm feito com que a cada mês o encontro aconteça em uma praça diferente da cidade, com contação de histórias, bate-papos e brincadeira. Essa será a segunda edição.


Em um tempo em que as telas têm ocupado cada vez mais o lugar dos livros, projetos como o Leitura na Pracinha tornam-se essenciais.
Jean Galvão, que começou a desenhar ainda na infância, em São José dos Campos, reforça essa importância:
“Há estudos que comprovam que o impresso retém mais a atenção e a compreensão do leitor do que uma tela, seja ela qual for. Então acho bacana o contato das crianças não só com a história dos livros, mas com o livro em si, com o objeto livro. O tamanho que ele tem, o peso que ele tem, o cheiro que ele tem… Enfim, tudo que um livro é. Não deixa de ser uma tecnologia incrível: o simples fato de você ter um objeto com palavras e desenhos impressos, em que você vira as páginas e uma história inteira é contada. O livro nunca vai morrer.”
Com uma carreira marcada por três prêmios Vladimir Herzog — que homenageiam profissionais que atuam em defesa da democracia, da paz, da justiça e dos direitos humanos — Jean também já publicou em revistas como Veja e Superinteressante, além de lançar livros de cartuns, inclusive voltados ao público infantil.
Em entrevista ao portal spriomais, ele revelou que a rua foi seu primeiro caderno (confira a matéria aqui). Quem sabe, depois do bate-papo com o cartunista, ela não se torne também o caderno de muitas outras crianças?
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