
O clarinetista, saxofonista e maestro José Antônio da Cunha, conhecido como Maestro Cunha, faleceu nesta terça (20), em São José dos Campos, aos 92 anos.
Ele lutava contra o Alzheimer e deixa um legado marcante no Vale do Paraíba, especialmente em São José.
Nascido em Jequitinhonha (MG), Cunha iniciou sua trajetória musical aos 8 anos, tocando requinta.
Aos 14, tornou-se subregente da banda local e, aos 17, ingressou na Aeronáutica como cabo-músico.
Passou pelo Rio de Janeiro, onde atuou como maestro militar, inspetor de bandas e integrante de orquestras renomadas, além de compor hinos oficiais da Força Aérea.
Em 1992, já na reserva, mudou-se para São José dos Campos e dedicou-se ao fomento do choro na região.
Fundou, em 1994, o Clube do Choro Pixinguinha, espaço que formou gerações de músicos e manteve viva a tradição do gênero.
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Também integrou a Comissão Setorial de Música da Fundação Cassiano Ricardo e desenvolveu projetos com FUNDHAS e Fundação Casa.
Sua trajetória foi reconhecida em 2023, com a inauguração de uma sala em seu nome no Centro de Documentação Musical de SJC (CDM), e em 2024, quando foi homenageado no Festival de Inverno do Vicentina.
Seu acervo pessoal, resgatado e preservado pela SOCEM e AFAC, é hoje parte do patrimônio cultural da cidade.
Raquel Aranha, coordenadora do CDM, falou sobre o maestro em suas redes sociais:
“Me recebeu de braços abertos no Clube do Choro Pixinguinha que fundou e lutou muito para manter, em São José dos Campos.
Um herói da cultura brasileira, criou inúmeras formas e projetos para fortalecer o Choro na cidade.
Entre muitas batalhas tentou também criar uma sede para o Clube, onde acontecessem aulas de Choro, e onde seu rico acervo pudesse ser preservado.
Confiou a mim a tarefa de proteger seu legado, e assim sigo tentando, entre trancos e conquistas. Em sua homenagem, e à sua luta, seguimos”.