
O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) decidiu trocar o Comando Geral da Polícia Militar do Estado.
Em uma mudança já esperada e sacramentada no Diário Oficial do Estado de quinta-feira (17), sai o coronel Cássio Araújo de Freitas, rumo à reserva, e assume o coronel José Augusto Coutinho, até então subcomandante da corporação, ex-comandante da Rota e nome bastante, bastante próximo do secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite.
A troca acontece em um momento delicado. Aliás, mais um…
Pesquisa Datafolha divulgada sábado passado (12) mostrou que, apesar da redução dos indicadores de violência, a percepção de violência pelo cidadão aumentou mais em São Paulo que no restante do país.
E, para complicar o cenário, causou polêmica um vídeo que mostra soldados da PM de São José do Rio Preto participando de uma cerimônia repleta de cruzes queimadas (que remetem à Ku Klux Klan, a notória organização de supremacista branca norte-americana) e braços erguidos no ar, que lembram a saudação nazista, a famosa “sieg heil”.
Tudo isso é nitroglicerina pura frente, por exemplo, ao número de casos de roubos de celular, que cresceram em face às transferências pix.
Passando a régua, Tarcísio precisa mostrar serviço prá já em uma área considerada crítica para o cidadão de São Paulo.
Aí é que a porca torce o rabo…
O estilo de força imposto por Derrite à frente da Segurança Pública do Estado, apesar de ter apoio do espectro bolsonarista, acabou gerando um curto-circuito na imagem do governo do Estado no ano passado, quando casos de violência praticados pela corporação, gravados e documentados, chocaram a opinião pública.
Vale a pena ver de novo? Esse é o cenário que precisa ser observado daqui para a frente: como reduzir a sensação de insegurança sem cair no vale-tudo, no liberou geral, registrado no final de 2024?
Até lá, a área da Segurança Pública do Estado vai estar sujeita a apanhar mais que Judas em Sábado de Aleluia, seja do lado conservador, seja pelo lado dos defensores das liberdades civis e dos direitos humanos.
Segue o baile…
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