
A estratégia já ganhou até nome, “Plano T”.
Ela tem como meta lançar o nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos) como candidato a presidente da República, com apoio dos grandes grupos de comunicação e do empresariado, aproveitando o vácuo aberto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (em viés de baixa) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (hoje, fora do jogo eleitoral).
Lançado pela revista “Veja”, o “Plano T” envolveria dirigentes de siglas como Republicanos, PP e União Brasil, todos com assento no Ministério de Lula.
Pela reação fria de Tarcísio, faltou combinar com os russos…
O governador de São Paulo tem fugido de qualquer debate sobre as eleições de 2026. E, como ensina o mestre Roberto Freire, em sua obra mais famosa, sem tesão não há solução.
Fontes próximas a Tarcísio consideram o tema prematuro, de alta octanagem e com potencial de criar uma ruptura desnecessária com Bolsonaro – que, apesar do cenário totalmente adverso, ainda posa como candidato potencial para 2026, até para manter sua base motivada e, assim, amarrar a definição de uma candidatura de direita à sucessão de Lula.
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Quem estimula o debate?
Pelas mexidas de tabuleiro, o jogo tem as digitais de Gilberto Kassab, chefão do PSD que mantém seu partido com os pés em duas canoas: o Palácio dos Bandeirantes e a Esplanada dos Ministérios.
Tem sido ele, Kassab, o maior incentivador da campanha de Tarcísio a presidente (com ou sem aval do governador), de olho em uma eventual candidatura própria ao governo do Estado. Faz sentido isso?
Hábil articulador, Kassab não dá ponto sem nó. Pelo sim, pelo não tem gente jogando pesado, enquanto alguns, como Tarcísio, preferem jogar parado. Qual o resultado disso tudo? Por ora, parece ser fogo de palha. Por ora.
Da parte que interessa à região, vale a pena acompanhar esse vaivém…
Caso Tarcísio saia, realmente, a presidente, ele teria que deixar o cargo até abril de 2026, o que deixaria o governo do Estado de São Paulo nas mãos de seu vice, Felício Ramuth (PSD), ex-prefeito de São José dos Campos, por um período de oito meses. É como ganhar o bilhete premiado na loteria da política.
Segue o baile…