
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) anunciou, a partir desta terça-feira (11), a suspensão das operações aéreas da Voepass, formada pela Passaredo Transporte Aéreos e pela Map Linhas Aéreas, por irregularidades identificadas no sistema de gestão da empresa.
Desde agosto de 2024, após a queda de uma aeronave da Voepass na cidade de Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas, a empresa está sob operação assistida de fiscalização da ANAC em suas instalações.
Em outubro do mesmo ano, a agência exigiu a redução da malha, aumento do tempo de solo das aeronaves para manutenção e um plano de ações para correções das irregularidades.
Agora, em fevereiro de 2025, após nova rodada de auditorias, o órgão regulador identificou a degradação da eficiência no sistema de gestão da empresa em relação às atividades monitoradas e o descumprimento das exigências feitas.
Além disso, foi constatada a reincidência de irregularidades apontadas e consideradas sanadas pela Agência nas ações de vigilância e fiscalização anteriores, e a falta de efetividade do plano de ações corretivas.
Até que os problemas identificados sejam sanados, a Voepass fica impedida de operar.
O que diz a Voepass sobre a suspensão das operações
Por meio de nota, a Voespass informa que recebeu a notificação da ANAC e afirma que sua frota em operação é apta a realizar voos seguindo as rigorosas exigências de padrões de segurança.
Além disso, a empresa afirma que a decisão da agência tem um impacto imensurável para milhares de brasileiro que utilizam a aviação regional todos os dias e contam com seu serviço, por isso, irá aplicar todos os esforços necessários para retomar a operação o mais breve possível.
O que fazer se você teve um voo cancelado com a suspensão das operações da Voepass?
Os passageiros que foram atingidos pelo cancelamento de voos devem procurar a empresa ou agência de viagem responsável pela venda do bilhete para reembolso ou reacomodação em outras companhias.
Relembre o acidente com avião da Voepass
Um avião da Voepass caiu dentro de um condomínio residencial em Vinhedo (SP), no dia 9 de agosto de 2024. A aeronave havia saído de Cascavel, no Paraná, com destino a Guarulhos, em São Paulo.
No total, 62 pessoas morreram no acidente. Dentre as vítimas, três eram moradoras do Vale do Paraíba.
Maria Auxiliadora Vaz de Arruda, de 74 anos, e José Cloves Arruda, de 76 anos, eram de Guaratinguetá e voltavam de uma visita à filha no Paraná. Além do casal, estava no avião José Carlos Copetti, de Jacareí. Ele tinha 45 anos, era gerente de logística da empresa Mantiqueira e viajava a trabalho.
A causa do acidente continua sendo investigada pelo Cenipa. Há suspeita de falha no sistema que protege contra a formação e o acúmulo de gelo na aeronave. A permanência de gelo nas aeronaves pode afetar a sustentação.
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