Era segredo de Polichinelo…
Bastou uma sessão da Câmara de São José dos Campos, a primeira dessa Legislatura, para que fossem identificados os vereadores que bandearam da oposição para a bancada governista. A verdade crua é que durou pouco o sonho de que a oposição, desenhada pelas urnas de outubro, formasse maioria no Legislativo de São José dos Campos.
Num vapt-vupt, nem bem a Câmara retomou os trabalhos, o placar virou para o lado do governo Anderson Farias (PSD): 10 a 9, fora o voto do presidente da Casa, Roberto do Eleven (PSD), que também é da base governista, mas que entra em campo apenas em caso de empate.
Eram favas contadas, o governo sequestrou parte da oposição… Sem surpresa, Renato Santiago (União Brasil) e Sidney Campos (PSDB) pularam a cerca, cativados pelo efeito gravitacional do governo.
O efeito foi direto: com a maioria reconquistada, a “blindagem” do governo passou a funcionar a todo vapor, rejeitando, de forma implacável, todos os requerimentos considerados incômodos ao governo.

Revisão da Planta Genérica, dívidas, horário dos ônibus? Todos os requerimentos foram rejeitados. No caso da Planta Genérica, nove vereadores votaram a favor do requerimento: Amélia Naomi (PT), Senna (PL), Carlos Abranches (Cidadania), Fernando Petiti (PSDB), Juliana Fraga (PT), Lino Bispo (PL), Roberto Chagas (PL), Sérgio Camargo (PL) e Thomaz Henrique (PL).
Outros 11 vereadores votaram contra: Claudio Apolinário (PSD), Fabião Zagueiro (PSD), Gilson Campos (PRD), Marcão da Academia (PSD), Marcelo Garcia (PRD), Milton Vieira Filho (Republicanos), Rafael Pascucci (PSD), Renato Santiago (União), Rogério do Acasem (PP), Sidney Campos (PSDB) e Zé Luis (PSD).
Essa deve ser a toada daqui para a frente. O governo vai trabalhar no efeito rolo compressor. À oposição resta colocar a boca no trombone sempre que necessário e recorrer às redes sociais e à tribuna da Casa para defender suas ideias.
União Brasil e PSDB falam em enquadrar os vereadores rebeldes, Renato Santiago e Sidney Campos, mas, na prática, isso deve representar pouco no xadrez político local.
Segue o baile…
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