O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve em Nova York, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (30), para receber o prêmio de “Oferta do Ano” pela desestatização da Sabesp.

A premiação é uma das categorias do “Deals of the Year Awards”, realizado há 35 anos pela revista “LatinFinance”, especializada na cobertura de notícias do mercado financeiro da América Latina e do Caribe.
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Alguns dos critérios utilizados na premiação foram: visão estratégica, qualidade de execução, inovação e impacto geral no mercado em que está inserido.
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A desestatização da Sabesp
A desestatização da Sabesp, que gerou o prêmio em Nova York, foi concluída em julho de 2024 e era um dos principais focos do Governo Tarcísio. O processo ocorreu por meio de oferta pública da companhia, ou seja, pela venda de ações da empresa no mercado financeiro.
Alguns dos objetivos que levaram à decisão foram a antecipação da universalização na preservação dos serviços de abastecimento de água e esgoto, de 2033 para 2029; a inclusão da população não atendida atualmente pela Sabesp e a redução tarifária.
Na época, o tema foi amplamente discutido por especialistas, dentre eles o professor titular do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Pedro Luiz Cortês. Para ele, a redução tarifária não é sustentável, pois o governo é quem terá de custear.
“Na prática, ele pegaria parte do que foi arrecadado com a privatização, constituiria um fundo e os dividendos recebidos seriam utilizados para subsidiar a tarifa”,explica o especialista.
Além disso, de acordo com o governo, a privatização adianta em até quatro anos esse processo, mas o Marco de Saneamento Básico já previa que os serviços de saneamento deviam ser universalizados até 2033. O especialista apontou que Sabesp já trabalha com metas de universalização mais bem arrojadas do que o proposto pela atual gestão.
“O governo está propondo algo que já está em pleno curso e a privatização não vai representar um ganho relativo em relação a isso, já que a Sabesp tem condições de fazer isso da maneira que ela está”, adiciona o professor.
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