Com a Black Friday, o mês de novembro já é um dos mais esperados pelos varejistas. Um estudo realizado pelo Sincovat (Sindicato do Comércio Varejista de Taubaté e Região) aponta que a data já ocupa a segunda posição no ranking das melhores datas para o comércio no Vale do Paraíba, ficando atrás apenas do Natal.

Neste ano, as vendas devem crescer 13% em relação ao mesmo período de 2023. Se as expectativas se confirmarem, o faturamento de novembro deve ultrapassar a marca de R$ 6 bilhões pela primeira vez na história, tornando-se o segundo mês de maior receita da série histórica, iniciada em 2008.
Vale destacar que em novembro de passado, as vendas no varejo da região apresentaram um aumento de 6,5% em relação a 2022.
O levantamento buscou analisar as possíveis mudanças na sazonalidade das compras entre os anos de 2008 e 2023, com base nos dados da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (SEFAZ-SP).
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Até esse estudo, o ranking das principais datas comemorativas do ano seguia a ordem: Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados, sendo esses os períodos de maiores vendas e receitas para o setor varejista.
No entanto, os dados revelam uma mudança na dinâmica do varejo com o amadurecimento da Black Friday, que teve início no Brasil em 2010, sendo primeiramente explorada pelo comércio eletrônico e, depois, expandida para o varejo físico, abrangendo praticamente todos os segmentos.
Os segmentos de vestuário, tecidos e calçados, farmácias e perfumarias, eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos são os mais impactados pela data, mas todos os setores acabam se beneficiando de alguma forma.
Neste ano, o crescimento de dois dígitos será impulsionado pelos supermercados, que devem registrar um aumento de cerca de 20% no faturamento de novembro. Como essa é a atividade de maior receita entre as nove analisadas, acaba tendo um impacto significativo nos resultados gerais do varejo.
As projeções otimistas estão principalmente ligadas à queda da taxa de desemprego e à geração de novos postos de trabalho com carteira assinada, o que eleva o número de pessoas com poder de compra. O cenário também é beneficiado pela maior injeção de recursos do 13º salário em relação ao ano anterior.
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