Os amantes da astronomia têm a oportunidade de observar a superlua, nesta quinta (17), um fenômeno que faz com que a Lua pareça maior e mais brilhante.
A superlua ocorre quando ela está no perigeu, o ponto mais próximo da Terra em sua órbita, que neste caso será de aproximadamente 357.364 quilômetros.
Em comparação, a distância média da Lua em relação à Terra é de cerca de 384.400 quilômetros.

O termo “superlua” foi criado pelo astrólogo Richard Nolle em 1979 e não possui uma base científica formal.
Segundo a astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, essa condição pode ocorrer de uma a seis vezes por ano, dependendo da posição orbital da Lua, que é elíptica.
Durante uma superlua, a Lua pode parecer até 15% maior e 30% mais brilhante do que em outras fases cheias. O fenômeno é visível em todo o mundo, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.
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Para uma melhor visualização, recomenda-se estar em locais afastados dos centros urbanos, onde a poluição luminosa é menor. A Lua cheia surge no horizonte (a leste) ao pôr do sol (a oeste) e desaparece no oeste ao nascer do sol, permitindo que seja observada durante toda a noite.
O primeiro fenômeno de 2024 ocorreu em 19 de agosto, e o próximo será em 15 de novembro, quando a lua estará a aproximadamente 361.867 quilômetros da Terra. A de hoje é considerada a mais próxima deste ano.
Curiosidades:
- Todas as luas cheias aparecem no horizonte quando o Sol se põe e desaparecem quando o Sol nasce.
- O fenômeno também pode intensificar as marés, devido à atração gravitacional maior quando a Lua está mais próxima da Terra.
- Apesar do aumento aparente no tamanho da Lua durante uma superlua, o corpo celeste não muda fisicamente; a diferença está na perspectiva de observação.
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