Considerada a ‘Suíça brasileira’, Campos do Jordão abriga muito mais que boa gastronomia e um clima ameno. Suas construções também carregam histórias.
Em cartaz no Parque Bambuí em Campos do Jordão, a exposição ‘Paisagem Construída’ leva os visitantes a conhecerem mais sobre a arquitetura que garante charme à cidade.
A mostra foi montada para a 2ª edição da Campos do Jordão Design Festival- semana de design que já se encerrou- e seguirá disponível até dia 12 de outubro, com objetivo de atingir o maior público possível.
A coordenação geral é do empresário Aref Farkouk e a curadoria é da arquiteta Flávia Rudge Ramos, que selecionou obras de grandes mestres como Roberto Burle Marx e Ruy Ohtake.
“Muitas dessas construções são desconhecidas até pelos próprios jordanenses, por diversas razões: por serem residências particulares, estarem situadas em grandes sítios isolados dos arruamentos e até por se tratarem de edifícios desativados ou demolidos. A exposição revela os autores, sendo a maioria de grande relevância na arquitetura brasileira, mas também a arquitetura vernacular das casinhas de madeira, muito adequadas ao lugar e ao clima”, explicou a curadora em entrevista ao portal spriomais.

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Dentre as 30 fotografias de construções selecionadas pela arquiteta, ela destaca três:
- Casa de Madeira
“Eu destaco a Casa de Madeira da rua Bazin, por ser uma construção com quase 115 anos muito bem conservada em seus aspectos originais pelos seus proprietários. È da época em que a cidade era completamente isolada, ou seja não havia ligações por estradas com outras cidades e não havia disponibilidade de outros materiais.”
- Hotel Vila Inglesa
“Foi construído em 1947, pelo meu avô Onofre Ramos, com projeto dos arquitetos Antônio Garcia Moya e Guilherme Malfatti. Eu vivi na minha infância e juventude neste lugar incomparável.”
- Capela São Pedro
“O projeto é de Paulo Mendes da Rocha, um dos mais importantes arquitetos do mundo. Em vez de disputar a atenção dos visitantes com a vista das cumeeiras da serra, Mendes da Rocha optou por incorporá-la em sua capela sólida e cristalina que reflete e traz para o seu interior a visão da beleza circundante. O arquiteto utiliza recursos visuais como a transparência e o reflexo, tendo como elementos o fechamento em vidro de todo o perímetro da construção com uma laje de cobertura de concreto apoiada por um só pilar interno e um espelho de d’água para promover a ilusão de um espaço infinito e celestial.”
A exposição que conta a história da arquitetura em Campos do Jordão está no Parque Bambuí, que funciona todos os dias, das 10h às 17h e fica na rua Fausti Rachid, no Jardim Toriba.
A entrada no parque está em promoção por tempo indeterminado. O valor é de R$ 50 por pessoa e inclui estacionamento, passeio de barco, de bike e acesso às trilhas.
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