Os tripulantes do avião da Voepass que caiu no mês passado e resultou na morte de 62 pessoas, dentre essas, moradores do Vale do Paraíba, comentaram sobre uma falha no sistema antigelo durante o voo.
A informação foi divulgada pela FAB (Força Aérea Brasileira), que investiga o acidente por meio de seu Centro de Acidentes Aeronáuticos, nesta sexta-feira (6). O órgão ressalta que a investigação não tem como objetivo buscar culpados do ocorrido mas sim, buscar medidas para prevenção de acidentes aéreos.

(Créditos: Reprodução/ Facebook)
Para o relatório preliminar, foram escutadas as gravações do voo e verificado que, os pilotos relataram uma falha no sistema DE-ICING, que protege contra formação e acúmulo de gelo na aeronave.
Além disso, um segundo sistema responsável por evitar acúmulo de gelo nas asas foi ligado e desligado diversas vezes.
“É importante destacar que não existe um fator único para um acidente, mas diversos fatores contribuintes. No caso do PS VPB, a perda de controle da aeronave ocorreu durante o voo sob condições favoráveis à formação de gelo, mas não houve declaração de emergência ou reporte de condições meteorológicas adversas”, explicou o Tenente-Coronel Fróes.
Os dados atmosféricos da viagem, mostram ainda muita umidade combinado a temperatura do ar abaixo de 0ºC, o que favoreceu a ocorrência de formação de gelo em aeronave de forma intensa, desde o centro-norte do Paraná, de onde o avião saiu na cidade de Cascavel, até São Paulo onde houve a queda em Vinhedo.
A formação de gelo em modelos como o ATR 72-500, um turboélice regional desenvolvido pela empresa franco-italiana ATR, é considerada comum. No entanto, a permanência do gelo pode afetar o controle e sustentação do avião.
Apesar dos fatos citados, a manutenção da aeronave estava em dia. A investigação continua e seguirá por três principais linhas de ação: fatores humanos, material e operacional.
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