“O ícone da música internacional, Sergio Mendes, que trouxe ao mundo os sons alegres do seu Brasil natal, faleceu pacificamente no dia 5 de setembro de 2024 em Los Angeles”. Esta é a primeira frase do comunicado que anuncia a morte, nesta quinta (5), do pianista, cantor e compositor brasileiro que mais fez sucesso nos Estados Unidos.
Sergio Mendes foi vencedor de três Grammys e uma lenda da bossa nova. Ele gravou músicas como “Mas Que Nada” e “Magalenha”, que levaram a brasilidade para fora do país e ajudaram a formar a identidade musical brasileira no exterior.

A nota, assinada pela família de Mendes, informa que o músico morreu aos 83 anos ao lado de seus filhos e de sua esposa, Gracinha Leporace Mendes, que também foi sua parceira muscial durante os últimos 54 anos.
De acordo com a família, o pianista lidou com problemas de saúde nos últimos meses, causados pelos efeitos da covid longa. Ainda de acordo com o comunicado, Mendes esgotou todos os ingressos em suas últimas apresentações, realizadas em novembro de 2023 em Paris, Londres e Barcelona.
“A família está processando essa perda e dará mais detalhes sobre o velório e sepultamento em breve”, finalizou a nota publicada no Instagram do compositor.
Nascido em Niterói (RJ), Sérgio Mendes teve seis décadas de carreira e se mudou nos anos 60 para os Estados Unidos, onde colaborou com artistas renomados do pop como Black Eyed Peas (com quem fez uma nova e badalada versão de “Mas Que Nada”), Stevie Wonder e Justin Timberlake.
Ele também produziu junto dos ícones do jazz Herb Alpert e Cannonball Adderley e foi indicado ao Oscar de melhor canção original com a música “Real in Rio”, do filme “Rio“.
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