O ex-ministro Delfim Netto, que morreu nesta segunda-feira (12), já duvidou que a criação da Embraer pudesse ser bem sucedida, mas teve papel importante na angariação de recursos que possibilitaram a materialização da empresa.
O ano era 1969. A ideia era do engenheiro Ozires Silva, engenheiro do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que buscava uma forma de industrializar os protótipos de aviões desenvolvidos no Centro Técnico Aeroespacial. O plano foi apresentado inicialmente ao Ministro da Aeronáutica, Márcio de Souza Mello, que concordou.

No entanto, para criação de uma fabricante brasileira, ainda era necessário passar pelos Ministros da Fazenda (Delfim Netto), do Planejamento (Hélio Brandão) e da Indústria e do Comércio (Macedo Soares).
Cuidando dos recursos do Tesouro Nacional, Netto considerava que a fundação de uma fabricante brasileira de aeronaves poderia trazer despesas nas verbas anuais do Ministério da Aeronáutica.
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Apesar das dúvidas, a empolgação de se desenvolver um novo segmento industrial como do construção aeronáutica no Brasil, falou maior e ele acabou aceitando.
Criou um sistema em que as empresas do país poderiam deduzir 1% do imposto de renda, se aplicassem igual quantia na formação do capital da Embraer, comprando suas ações. A partir daí, outros trâmites aconteceram e foi fundada a Embraer, onde diversos aviões são fabricados em escala há mais de 50 anos.
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