Gabriel Medina entrará no mar representando o Brasil neste sábado (3), na disputa da semifinal do surfe masculino nas Olimpíadas de Paris 2024.
Medina vai enfrentar o australiano Jack Robinson, e em caso de vitória, já terá a medalha de prata garantida. O confronto está marcado para acontecer às 14h36.

Na outra semifinal, estão o peruano Alonso Correa e o francês Kauli Vaast.
Gabriel falou ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) sobre a expectativa de ondas no sábado: “Em Teahupo’o tem que estar preparado para qualquer situação, porque muda muito. Mas eu acho que no sábado, a previsão está bem boa para as ondas. Então, acredito que vai dar uma melhorada“.
A disputa da medalha de bronze e da medalha de ouro também acontecerão no sábado. A prova pelo bronze está prevista para acontecer às 16h24, enquanto a briga pelo ouro será às 17h.
Gabriel Medina
O sebastianense da praia de Maresias, Gabriel Medina é um dos favoritos da competição. Medina esteve na estreia do surfe nos Jogos Olímpicos em Tóquio 2020, mas ainda busca sua primeira medalha, já que voltou para casa da última vez sem ter subido ao pódio.
Leia mais: Ilhabela e São Sebastião recebem investimentos do Governo de SP para melhorar filas na balsa
Na última vez que entrou no mar, Medina fez história e conseguiu a maior nota já registrada no surfe olímpico. O brasileiro recebeu um 9.90 depois de pegar um tubo sensacional.
Como a cidade de Paris não tem mar, a disputa do surfe nesta edição está acontecendo na praia de Teahupo’o, no Taiti.
Despedida na vela
Mateus Ghannam Isaac (30) disputou sua última regata classificatória na última quinta (1) e acabou sendo eliminado, na 16ª posição geral. Para classificar até a próxima fase, era necessário ficar entre os dez primeiros.
O atleta carregou a bandeira de Ilhabela na vela em Paris 2024. Ele nasceu em São Paulo (SP), mas hoje atua pelo Yacht Club de Ilhabela.

Mateus foi ouro no Pan de Santiago em 2023 e hoje é o 3° colocado do ranking mundial na modalidade IQFoil, incluída nos Jogos Olímpicos agora em Paris, disputada na Marina de Marselha.
“Marselha é um lugar difícil de competir. Essa época é bastante calor, mas a gente já sabia disso, não foi culpa das condições. Acho que os problemas com o equipamento é que acabaram me prejudicando um pouco”, disse Mateus ao COB.
iQFoil é um formato de windsurfing em que a bolina da prancha – que dá sustentação à vela – é substituída por um foil (asa). Ou seja, em vez de flutuar, o barco parece voar, graças ao uso de hydrofoils (asas aquáticas) presas ao fundo do barco, que o levantam totalmente da água em alta velocidade.
Acompanhe também: