O Ministério da Saúde confirmou a morte de duas mulheres no interior da Bahia causadas pela febre do oropouche nesta quinta-feira (26).
Esses foram os primeiros casos de vítimas fatais da doença no país e no mundo, já que não havia relato na literatura científica mundial sobre óbitos pela oropuche, segundo a Saúde.
As mulheres tinham menos de 30 anos de idade, sem comorbidades e apresentaram sintomas semelhantes ao de dengue grave.

Em 2024, foram registrados 7.236 casos de febre do oropouche no Brasil. Eles estão distribuídos em 20 estados do país, apesar de que a maior parte dos casos foi registrada no Amazonas e Rondônia. Atualmente, também há uma morte em investigação em Santa Catarina.
Há cerca de duas semanas, o Ministério da Saúde emitiu uma nota técnica a todos os estados e municípios recomendando o reforço da vigilância em saúde sobre a possibilidade de transmissão vertical do vírus OROV (Orthobunyavirus oropoucheense), causador da doença.
Sintomas da febre do oropuche
A febre do Oropouche é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pelo mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora. Os sintomas, de acordo com o Ministério da Saúde, são parecidos com os da dengue e da chikungunya.
O quadro clínico agudo pode evoluir com febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor articular. Outros sintomas, como tontura, dor atrás do olhos, calafrios, fotofobia, náuseas e vômitos também são relatados.
A orientação é similar aos casos de dengue: ao observar os sintomas, o paciente deve procurar por uma unidade de saúde. No entanto, ainda não existe tratamento específico para a doença.
Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento médico.
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O que o Ministério da Saúde conta sobre o vírus oropouche
O vírus do Oropouche foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960, a partir de amostra de sangue de uma bicho-preguiça (Bradypus tridactylus) capturada durante a construção da rodovia Belém-Brasília.
Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente nos estados da região Amazônica. Alguns países das Américas Central e do Sul como Panamá, Argentina, Equador e Peru também já registraram casos e surtos da febre do oropuche.
O Ministério da Saúde afirmou que estão em andamento três grupos de pesquisa sobre fa doença atualmente.
Um deles tem foco em obter informações laboratoriais, como a linhagem do vírus e características genômicas. Outro acompanha as manifestações clínicas dos pacientes, enquanto o terceiro grupo investiga qual o ciclo da doença nos mosquitos transmissores.
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