Os últimos dias têm sido de verdadeira montanha-russa na política de São José dos Campos. E a tendência agora é só de quedas, loopings e shuttles até o Dia D.
Apertem os cintos, agora é ladeira abaixo…

O florescer do mês de julho trouxe uma notícia incômoda para o ex-deputado Eduardo Cury (PL), líder nas pesquisas de intenção de voto a prefeito. O jornal “O Vale” revelou que uma empresa de Cury recebeu R$ 300 mil do PSDB num intervalo de 12 meses, entre 2023 e 2024. Os pagamentos, divididos em 12 parcelas de R$ 25 mil, foram feitos para a Zahle Consultoria, empresa que tem como endereço a casa do ex-deputado, contratada pelo PSDB nacional cinco dias após ser constituída. Como o Estatuto do
Servidor proíbe que um funcionário público federal administre uma empresa privada, Cury consta apenas como sócio da Zahle, tendo como sócia administradora uma de suas filhas, de 19 anos, estudante de Medicina. Cury ê o PSDB negam qualquer irregularidade.
Fica a pergunta: é ilegal, é imoral ou engorda?
De um lado, a notícia deixou eufóricos os aliados do prefeito Anderson Farias (PSD), em sua campanha de desconstruir a imagem de Cury. Do outro, foi recebida com “blasé ” nas hostes PSDB/PL. Ora, nem tanto ao mar, nem tanto a terra. A notícia não é uma “bala de prata” na candidatura Cury, nem tem o poder dê afastar o ex-deputado de seu principal cabo-eleitoral, o ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB), como é o sonho da tropa de choque de Anderson, segundo colocado nas pesquisas. Mas não pode ser subestimada, como sonha, do seu lado, o ninho agora formado por PSDB/PL. É bom acompanhar seu efeito ao longo da campanha.
Reflexo direto disso tudo, ou não, Cury oficializou, dias depois, sua pretensão de disputar a Prefeitura de São José dos Campos.
Ao lado Emanuel, sua mulher, Rosana Dalla torre, e o prefeito de Jacareí, Izaías Santana (PSDB), Cury falou em “corrigir rumos” da cidade e falou em usar a experiência do grupo para o futuro. Com isso, ele tenta escapar da “armadilha” do “outro lado” de classificar Cury, Emanuel e aliados de arcaicos, ultrapassados. Aliás, “novo versus velho” deve ser o mote da ofensiva dos atuais ocupantes do Paço Municipal frente a onda Cury/Emanuel.
E daí?
Do lado de Anderson, ele reforçou sua presença nas redes até 6 de julho, data-limite imposta pela legislação eleitoral, ocupou a agenda com entrevistas e acelerou as entregas de governo. Tudo dentro da regra. Só tropeçou ao ter o jornal do PSD recolhido, por ordem da Justiça Eleitora, por suposta propaganda antecipada. Pode isso, Arnaldo? Pode. A Justiça Eleitoral joga duro em São José dos Campos nesse campo e esse não é um caso isolado.
Com a montanha-russa a 200 por hora, numa década alucinada, qual o novo desafio que se apresenta? Ora, definir o candidato a vice. Doutor Elton (União Brasil) já tem esse nome: Dulce Rita (União Brasil), assim como Wagner Balieiro (PT), como Marina Sassi (PSOL). Quem vai entrar no ringue com Cury e Anderson? Emanuel não será, já era sabido. Isso abre vaga para quem do PSDB? Do lado do governo, Robertinho da Padaria (PRD) tem se mexido bastante. Será ele? Ah, isso a gente vai saber depois de mais alguns loopings.
Apertem os cintos, agora é só ladeira abaixo…
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