A abertura da temporada 2024 de avistamentos de baleias-jubarte acontece na próxima segunda-feira (3) em Ilhabela.
A presença das jubartes no arquipélago se intensifica nos meses de junho e julho, devido a atividade de migração, que faz parte do ciclo de vida e reprodução da espécie.

(Créditos: Frank Santos)
“As jubartes passam o verão na Antártica se alimentando, porque tem muita comida lá, que é o krill, um camarãozinho com uma alta taxa de proteína. Elas se alimentam bastante nas águas frias e criam uma enorme capa de gordura para aguentar toda a viagem para as águas quentes, onde elas vão reproduzir, tanto copular como ter os filhotes”, explica Júlio Cardoso, coordenador do Projeto Baleia à Vista (ProBaV) em São Sebastião e Ilhabela.
A viagem é longa, são 4.500 km da Antártica até Abrolhos, na Bahia. O trajeto é percorrido por todas as cerca de 30 mil baleias-jubarte existentes atualmente no Atlântico Sul. Nem todas podem ser vistas diretamente da costa, mas o fato é que quanto mais quentes as águas, maior a chance delas se achegarem.
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“O que determina a rota de migração delas muitas vezes são as correntes marinhas e a temperatura da água, porque elas buscam sempre águas quentes. E elas tem encostado bastante, tanto que no ano passado muitas encostaram”, disse o pesquisador.
Em 2023 foram registrados 787 avistamentos, contra 178 do ano anterior. Para este ano, ainda não é possível mensurar quantas baleias vão aparecer, mas a expectativa é alta.
“A gente espera que seja pelo menos igual a média dos anos anteriores. Não dá pra imaginar que vai ser igual o ano passado, mas se for vai ser uma festa“, finaliza Júlio.
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