Até o primeiro trimestre de 2023, impressionantes 93,9% da população brasileira com 5 anos ou mais tinham tomado pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19. O número representa cerca de 188,3 milhões de brasileiros.
O esquema vacinal de pelo menos duas doses foi aderido por 88,2% da população de 5 anos ou mais, porcentagem menor, mas que ainda chama a atenção positivamente.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua: covid-19 (2023), divulgados nesta sexta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O estudo trouxe um panorama geral do impacto da covid no país e dados que amplificam a análise sobre a doença e a vacinação em diferentes públicos e faixas etárias.
O portal spriomais traz abaixo um resumão da pesquisa e seus principais resultados:

34% da população diz ter pego covid e 27% teve doença confirmada por teste ou diagnóstico
Estima-se que 55 milhões de pessoas tiveram, pelo menos uma vez, covid-19 confirmada por teste ou diagnóstico médico até o primeiro trimestre de 2023. Isso significa um percentual de 27,4% da população de 5 anos ou mais de idade no Brasil, com maior proporção entre mulheres (29,1%%) do que entre homens (25,7%).
Para chegar ao resultado, a pesquisa apresentou duas perguntas para os entrevistados:
- Você teve algum teste positivo, tanto PCR quanto de antígeno?
- Você recebeu diagnóstico médico da doença, sem ter tido a confirmação por teste? (situação que aconteceu mais no início da pandemia em situações de escassez de teste);
Quando incluída a opção da autopercepção, que perguntou se a pessoa considera que teve covid-19 em alguma ocasião em que não houve confirmação por teste ou por diagnóstico médico, o total de pessoas que tiveram ou consideram que tiveram covid sobe para 34,3%.
Os entrevistados também responderam sobre a quantidade de vezes que teriam tido covid-19 confirmada ou consideram ter tido a doença. A grande maioria das pessoas teve a doença uma única vez (67,2%), enquanto 31,4% afirmaram ter pego duas vezes ou mais.
Principal motivo para não tomar vacina? Medo de injeção ou reação adversa
Até o primeiro trimestre de 2023, a justificativa que mais foi dada pelas pessoas com 5 anos ou mais que não se vacinaram foi o “medo de reação adversa ou de injeção” (33,7%). Entre os entrevistados, 26,3% disseram “não confiar ou não acreditar na vacina”, 24,2% responderam “não acha necessário, acredita na imunidade e/ou já teve covid” e 5,1% alegaram motivos de “recomendação por profissional de saúde”.
A principal alegação entre crianças e adolescentes para a não vacinação foi o “medo de reação adversa ou de injeção” (39,4%). Por outro lado, entre os adultos, o motivo mais citado para ignorar a imunização foi “não confia ou não acredita na vacina” (36,0%).
Quase 77% dos adultos vacinados tomaram três doses ou mais da vacina
Entre os adultos, o esquema vacinal com alguma dose de reforço mostrou ter alcançado a maioria, com 76,9% das pessoas de 18 anos ou mais com, pelo menos, três doses de imunizante contra a covid-19.
Percentual de não vacinados foi maior entre crianças e adolescentes
Já as pessoas que não haviam tomado vacina até o momento da pesquisa representaram 5,6% da população de 5 anos ou mais. O grupo mais jovem foi o que teve uma proporção maior de não vacinados: 14,8% do total de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade.
Não vacinados foram os mais internados com covid-19
Para quem teve ou considera que teve covid-19, também foi perguntado sobre a ocorrência de sintomas da doença. 89,7% afirmam ter tido sintomas, enquanto 10% foram assintomáticos.
Das pessoas que tiveram ou consideram ter tido covid-19 e apresentaram sintomas, 4,2% precisaram ser internadas. Entre as que não haviam tomado nenhuma dose da vacina quando tiveram ou consideram que tiveram covid-19 pela primeira ou única vez, 5,1% precisaram ser internadas; entre as que haviam tomado uma dose, 3,9% precisaram ser internadas; e entre as que haviam tomado duas doses ou mais, 2,5% precisaram ser internadas.
Confira outros dados e recortes na pesquisa do IBGE.
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