A morte do piloto Ayrton Senna no Grande Prêmio da Itália de Fórmula 1 completa 30 anos nesta quarta-feira (1°). Ídolo brasileiro, Senna foi uma das figuras mais emblemáticas e cativantes do esporte no país, prova disso foram as 250 mil pessoas que se reuniram no cortejo do corpo do piloto, em São Paulo.
A cada aniversário da trágica corrida em Ímola, a comunidade do automobilismo e fãs espalhados por todo o mundo prestam suas homenagens. Não é nenhum exagero dizer que o legado do piloto tricampeão da F1 segue muito vivo ainda hoje. No Brasil, Senna continua herói. É retratado em estátuas, praças, murais e até mesmo dá nome a uma das principais rodovias de ligação entre a Região Metropolitana de São Paulo e o Vale do Paraíba.

A história por trás do batismo da rodovia Ayrton Senna (SP-070), por sinal, é curiosa. A estrada foi inaugurada em 1° de maio de 1982 com o nome de rodovia dos Trabalhadores, referência ao Dia do Trabalhador. A obra atendia uma demanda urgente causada pelo crescimento da Região Metropolitana de São Paulo. Foi uma solução para aliviar o trânsito na Dutra e que virou grande alternativa para quem desejava sair da capital para o Vale.
O novo nome em homenagem ao piloto só veio em dezembro de 1994, cerca de sete meses após sua morte. A mudança foi prevista pela Lei nº 9.054, de autoria do então deputado estadual Milton Monti, hoje secretário de Saúde da cidade de Barueri (SP).
Desde junho de 2009 a rodovia está sob concessão da Ecopistas, em um contrato com prazo de 30 anos. A estrada começa ao final da Marginal Tietê, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo e termina em Guararema na transição para a Dutra e para a rodovia Carvalho Pinto. Ao todo, são 48,3 quilômetros de extensão.
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