E agora?
Sem o discurso “direita versus esquerda”, minado com a ida do ex-deputado Eduardo Cury para o PL, qual vai ser a aposta de Felicio Ramuth e Anderson Farias (ambos do PSD) nas eleições de outubro? Ah, essa é fácil. Vão bater na tecla do velho contra o novo, classificando Cury e, principalmente, o ex-prefeito Emanuel Fernandes como “velhos” na política e eles –Felicio, Anderson e cia– como “novos”, isto é, modernos. Vai colar? A resposta a essa pergunta vai sair da cabeça do eleitor joseense.
Tem gente do governo ainda ensaiando um discurso alternativo: Menos Mané, Mais Brasil. Mané, no caso, de Emanuel.

É uma frase de alto risco: com a ida de Cury para o PL, o Brasil de Felicio e Anderson pode ter densidade menor do que o Brasil de Cury e Valdemar da Costa Neto. Afinal, Gilberto Kassab, “padrinho” de Felicio, tem os pés em duas canoas (no Estado de São Paulo, no governo de Tarcísio de Freitas, e em Brasília, no governo Lula), o que não pega bem nos grupos mais conservadores, alinhados com o Bolsonarismo. Tá russo? Pode ficar mais ainda, caso Tarcísio de Freitas troque o Republicanos pelo PL, como vem sendo anunciado.
Talvez venha daí a reação nervosa de Felicio à filiação de Cury ao PL.
Segue o baile …
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