Uma onda de calor vinda do Paraguai está chegando ao Brasil, e isso influenciará a temperatura na região do Vale do Paraíba nos próximos dias.
Esta onda será provocada pela atuação de uma área de alta pressão em níveis médios da troposfera (camada mais baixa da atmosfera terrestre), que deve inibir a formação de nuvens, intensificando o calor.
A presença do fenômeno El Niño, que influencia a distribuição da temperatura da água no Oceano Pacífico, contribuiu para a maior frequência desses acontecimentos.

“Acho dificil que esta onda de calor chegue aos 37°C, que é considerado um calor extremo. Não se trata de situações graves como tivemos na primavera passada”, disse Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operação e Modelagem do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) ao Portal SP RIO+.
Embora as temperaturas dessa nova onda não sejam tão elevadas, Marcelo destaca que elas devem se estender por vários dias, podendo durar até mais de uma semana.
Apesar de ser baixa, o Cemaden não descarta chances de chuva durante o período, que pode ocorrer em área localizada e alterar a temperatura. Além disso, as direções dos ventos serão fatores essenciais para a definição das temperaturas nos próximos dias.
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Dicas
Ana Paula Paes, meteorologista do ELAT/INPE (Grupo de Eletricidade Atmosférica/Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), fez uma lista de recomendações com medidas preventivas para ajudar a todos ficarem livre de riscos.
- Beber bastante água para ficar hidratado;
- Manter-se em ambientes frescos com ventiladores e/ou ar-condicionado;
- Vestir roupas leves e soltas, feitas de materiais respiráveis, como algodão, para ajudar a manter o corpo fresco;
- Usar protetor solar e chapéus de abas largas para proteger sua pele dos raios UV. Evitar a exposição direta ao sol, especialmente durante as horas mais quentes do dia;
- Reduzir a atividade física intensa durante os períodos mais quentes do dia e optar por horas mais frescas da manhã ou no final da tarde;
“E, muito importante: verificar regularmente o bem-estar de idosos, crianças, pessoas com condições médicas crônicas e animais de estimação durante ondas de calor, pois eles são mais suscetíveis aos efeitos adversos das temperaturas elevadas”, concluiu.
El Niño e La Niña
Com diferenças bastante claras, o El Niño influencia diretamente o nível de chuvas no Brasil. Enquanto Sul do país sofre com muitas chuvas, a região Norte e Nordeste sofrem com a seca.
Com o La Niña, o processo é exatamente o contrário, fica mais seco no Sul e mais chuvoso no Norte e Nordeste.
Já aqui no Sudeste, a maior influencia aparece nas temperaturas durante as épocas mais frias e secas do ano.
“Durante o El Niño, dizemos que não há inverno na região, porque as temperaturas se mantêm mais agradáveis, não muito baixas. E na primavera, começam a aparecer as ondas de calor”, afirmou Marcelo.
Por outro lado, o La Niña apresenta dias mais frios, e até mesmo episódios de geada até mesmo no Sudeste.
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